PONTO DE VISTA 553
JAIR BOLSONARO ...
Ontem resolvi tirar um tempo e ver alguma coisa sobre o
fenômeno que ocupa um lugar considerável nas pesquisas eleitorais. Comecei pelo
You tube. Assisti uma entrevista que o locutor da Jovem Pan, Radialista Prof.
Marcos Antônio Villa fez com o mesmo. Sabia, pela sua constante presença nos
noticiários, que seria difícil entender, pelas manifestações de ideias e
procedimentos que adota quando perde o controle das situações que se envolve.
No entanto, fiquei surpreendido pelo conjunto de bestialidades que coloca em
cena. Chegou até ser decepcionante, por
saber do seu prestígio junto ao povo. É o anticandidato pelo que consegui
perceber. Só vota nele quem está desesperadamente desesperado e sem rumo ou que
erraram muito, em eleições anteriores. A gente fica pensando que existem
pessoas letradas que aceitam a sua liderança. Inclusive, alguns amigos, que
pensava ser de brincadeira quando vejo dizerem, Bolsonaro neles.... Na minha
época havia um tal de cacareco, que surgiu no período das votações e ganhou
muitos votos, provavelmente os votos jogados fora, fizeram falta para outros
candidatos bons que não se elegeram, contribuindo de certa forma para a
situação que nos encontramos nos dias de hoje. Recentemente o Tiririca, que foi
um grande esperto e até hoje faz parte do nosso Congresso Nacional, com um
polpudo salário. Tenho certeza que qualquer cidadão do bem, se examinar
direitinho, ficaria ruborizado só de pensar que um dia pensou nessa
possibilidade. Essas figuras aparecem de tempo em tempo, quando a desilusão
pela classe política ocupa um patamar significativo. É o nosso caso. Quando nos
decepcionamos com pessoas que elegemos, que creditamos a nossa confiança, isso
passa a ser normal para alguns. A irracionalidade sobressai, emerge, vem à tona
e cometemos esses devaneios. Pouco se pensa no ato que se comete. Na sua repercussão
e o reflexo que pode trazer para nossa pátria. Levando em conta que nem sempre
é fruto da imbecilidade, o pior, tem pessoas mal-intencionadas que lançam ou
estimulam esses balões para que detonem em lugares destinados, fica mais
difícil encontrar o rumo da civilidade.

