sexta-feira, 2 de julho de 2010

CELSO ANTONIO LAGOS PAROBÉ ....

É preciso que uma pessoa morra para que seus valores sejam anunciados. Não fugiu da regra. O povo que  o acompanhou até a última morada falou por si mesmo. Sempre soubemos de sua discrição. Fazia o bem sem olhar a quem.Nem a sua família sabia o que o Celso fazia. Passou uma vida auxiliando os carentes. Dentro das suas possibilidades não deixava ninguém mal. Não precisavam bater em sua porta pra pedir alguma coisa. Quando pressentia alguma necessidade ele mesmo procurava e ajudava da forma que podia. Durante o tempo que fez fisioteraria aqui na CIRMED, chegava distribuindo balas e sorrisos para todos. Era uma alegria.Um exemplo de otimismo.  Conta-se que numa certa época de sua vida ia todos os domingos até a localidade de São Caetano, num local onde existia muitas crianças e de sua rural, atirava balas. Foi virando um costume. Sabiam o horário que ele passava e ficavam esperando. Depois de muitos anos, essas mesmas crianças colhiam as suas cebolas e iam até o Norte levar um presente para o Celso.O Celso, distribuía ranchos e presentes para pessoas necessitadas. Pouquíssimas  pessoas sabiam disso. Ajudou muita gente. Tenho certeza. Morreu em paz com todos. Nunca ouvi o Celso falar mal de alguém ou que falassem dele. Há bem pouco tempo conhecia todas as pessoas de São José do Norte. A sua experiência no registro civil, registrando nascimentos e fazendo casamentos, permitia que ele identificasse qualquer pessoa, dizendo da sua procedência. Enfim, conhecia  todo mundo e tinha uma memória priviligeada.  Religioso profundo. Cumpridor de seus deveres. Bom amigo e chefe de família exemplar. Celso deve ser um exemplo a ser seguido por todos ... Foi e deixará saudades.

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