segunda-feira, 1 de outubro de 2018


PONTO DE VISTA 631      UMA CERTA ANGUSTIA....

Aqueles que convivem comigo sabem ou pelo menos deveriam saber que nutro pelas pessoas um sentimento elevado de respeito e consideração. Seria incapaz de impor uma vontade estranha ou de contrariar um interlocutor. Tenho as minhas opiniões e por isso respeito muito à vontade e a liberdade de meus amigos escolherem em quem votar, afinal o voto é secreto e antes de mais nada é soberano, e não se deve votar em ninguém por amizade ou até mesmo por gratidão. Considero um direito sagrado o direito de votar. Assim sempre foi o meu comportamento familiar e com os meus amigos. Gosto de dialogar e expor as minhas ideias, ao mesmo tempo que apresento o contraditório, quando acho necessário, com muito respeito e consideração, sem usar meios de persuasão antiéticos ou desonestos. No entanto, confesso, guardo uma certa angustia, uma ansiedade quando vejo colegas médicos ou pessoas chegadas, que eu sei serem possuidores de bons princípios e muitas vezes cultas, entrarem nessa onda de fanáticos, que abundam o nosso meio político, nessa época eleitoral, e esse ano, mais característico que os demais, pois existe uma pregação de ódio e rancor, que atinge até pessoas de sentimento cristão e engajados em sociedades religiosas, como lideranças. Eu sei que isso é passageiro e que logo ali, entrarão na realidade e enxergarão outro prisma. Sem querer ofender a quem quer que seja, não consigo aceitar que uma pessoa que deveria ser um exemplo para a comunidade, possa interagir com candidato que simboliza sentimento de destruição, que dá sinais de subjugação e mal trato de mulheres ou negros, que tem antecedentes duvidosos em relação a família, que mostra sinais preconceituosos com as minorias, que mostra total desconhecimento com a governabilidade, com gestos ditatoriais e antidemocráticos que antecipa o reconhecimento que não irá aceitar o resultado das urnas se não for o vencedor da batalha, que expresse sentimentos de morte ou eliminação dos adversários, que não os considera como tal, mas inimigos. Tudo isso e mais alguma coisa que não quero citar, pois acredito desnecessário pois os exemplos são abundantes. No passado até aceitaria que, por desconhecimento, escolhessem um candidato por engano, hoje, com todos os meios de informação que temos em disponibilidade, com as facilidades que temos de distinguir uma falsidade de uma veracidade nas notícias que nos enviam, me perdoem, isso não pode acontecer. Poderia alguém dizer que eu não tenho nada com isso. Ledo engano. Tenho sim, pois a minha família, meus amigos, as pessoas a quem prezo ou os meus patrícios, estão em perigo, se tivermos um mal e belicoso governo, o voto errado pode ser decisivo e por isso eu cumpro com o meu dever de alertar.... Desculpe, acordei no meio da noite com essa preocupação e não pude deixar de escrever...

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