PONTO DE VISTA 847
TRAÇOS FAMILIARES.... OS BRUNS
Uma pesquisa, faz a gente encontrar valores de família até
pouco conhecidos. Consegui enxergar um episódio que tenho o prazer de estender
a outros parentes e aqueles que gostam de história. Um legado de meus
ancestrais, que coloco no meu ponto de vista. Quando os holandeses governaram o
Brasil, a partir de 1637, aportou em nossas costas, mais precisamente no Ceará,
um marinheiro experiente, de nome Johamm der Brunhyn, conhecido por João de Brum,
veio com Mauricio de Nassau e comandava um de seus navios, que pertencia ao
Conselho Ultramarino, precursor da Companhia das Índias. Dinâmico e inteligente
o jovem Brum, em Recife construiu um forte para defender a conquista recente,
que hoje, leva o seu nome, Forte Brum. Quando os holandeses foram expulsos do
Brasil, o parente se deslocou para a Ilha de Manhattan, onde fundou aquela que
posteriormente seria a cidade de Nova Iorque, que tinha por objetivo proteger o
comércio de peles na região e hoje uma das maiores cidades do planeta. Posteriormente,
os Bruns foram para Açores, representantes, foram escolhidos para ser uma das
vinte famílias que viriam da ilha de Açores, para povoar o Rio Grande do Sul de
São Pedro, escolhido pelo governo do Marques de Pombal, entre 1720 a 1740. Os
meus antepassados, na pessoa de Thomás de Brum, recebeu uma área de sesmaria,
entre a lagoa mirim e o oceano atlântico. Conforme consta em documentos
localizados na Biblioteca de Rio Grande. Mais tarde, os Bruns seguiram pelo rio
Piratini, onde fundaram a cidade do mesmo nome, onde nos deparamos com a
estância do paraíso, existente até hoje. O meu avô, Trajano Jovino Brum, nasceu
em Piratini e viveu parte de sua vida em Rio Grande. Atualmente, a família está espalhada por todo
o Brasil e no dia de hoje, 27 de abril, em Barros Casal, no nosso estado, ela
está reunida para confraternização anual. Acontecimento que se realiza todos os
anos, procurando a valorização e o respeito que nossos ascendentes merecem.
Lamentavelmente, não consegui fazer presença, mas no próximo ano, quem sabe....
Fica minha participação virtual e o desejo de boa festividade.... Lembrando que
temos que respeitar e cultivar o nosso passado e as nossas tradições, para
entender o futuro....


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