sexta-feira, 26 de abril de 2019


PONTO DE VISTA 847      TRAÇOS FAMILIARES.... OS BRUNS

Uma pesquisa, faz a gente encontrar valores de família até pouco conhecidos. Consegui enxergar um episódio que tenho o prazer de estender a outros parentes e aqueles que gostam de história. Um legado de meus ancestrais, que coloco no meu ponto de vista. Quando os holandeses governaram o Brasil, a partir de 1637, aportou em nossas costas, mais precisamente no Ceará, um marinheiro experiente, de nome Johamm der Brunhyn, conhecido por João de Brum, veio com Mauricio de Nassau e comandava um de seus navios, que pertencia ao Conselho Ultramarino, precursor da Companhia das Índias. Dinâmico e inteligente o jovem Brum, em Recife construiu um forte para defender a conquista recente, que hoje, leva o seu nome, Forte Brum. Quando os holandeses foram expulsos do Brasil, o parente se deslocou para a Ilha de Manhattan, onde fundou aquela que posteriormente seria a cidade de Nova Iorque, que tinha por objetivo proteger o comércio de peles na região e hoje uma das maiores cidades do planeta. Posteriormente, os Bruns foram para Açores, representantes, foram escolhidos para ser uma das vinte famílias que viriam da ilha de Açores, para povoar o Rio Grande do Sul de São Pedro, escolhido pelo governo do Marques de Pombal, entre 1720 a 1740. Os meus antepassados, na pessoa de Thomás de Brum, recebeu uma área de sesmaria, entre a lagoa mirim e o oceano atlântico. Conforme consta em documentos localizados na Biblioteca de Rio Grande. Mais tarde, os Bruns seguiram pelo rio Piratini, onde fundaram a cidade do mesmo nome, onde nos deparamos com a estância do paraíso, existente até hoje. O meu avô, Trajano Jovino Brum, nasceu em Piratini e viveu parte de sua vida em Rio Grande.  Atualmente, a família está espalhada por todo o Brasil e no dia de hoje, 27 de abril, em Barros Casal, no nosso estado, ela está reunida para confraternização anual. Acontecimento que se realiza todos os anos, procurando a valorização e o respeito que nossos ascendentes merecem. Lamentavelmente, não consegui fazer presença, mas no próximo ano, quem sabe.... Fica minha participação virtual e o desejo de boa festividade.... Lembrando que temos que respeitar e cultivar o nosso passado e as nossas tradições, para entender o futuro....

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