quarta-feira, 4 de dezembro de 2019


PONTO DE VISTA 1068    NOS MEUS TEMPOS DE POLÍTICA...
Uma das razões que me afastaram da política partidária, depois de ter militado ativamente na política estudantil, secundarista e depois universitária. Participei ativamente em de dois partidos políticos de ideários semelhantes. Minha decepção foi o fato de constatar que não se fazia uma política de integração, visando uma complementação de ações focadas em objetivos definidos. Verifiquei que a maioria das pessoas tinham ambições exclusivamente pessoais, interesses em ser servidos ou conseguir vantagens das cúpulas, deixando os interesses coletivos em segundo plano. Diferente de tudo o que imaginava e sempre preguei em política partidária. Em outras palavras, tudo era focado de maneira que satisfizesse aos interesses pessoais de grupos. Os coletivos ficavam de lado e os ideais de cada um, cediam espaços para àqueles que conduziam a política, que com raras exceções, faziam de tudo o que podiam e muitas vezes o que não deveriam, para se reelegerem ou se manterem no comando. Aí eu vi que não existia o espírito de solidariedade e a verdadeira intenção de se fazer alguma coisa para os mais necessitados, pois vejo que política tem que ser feita para todos e principalmente para os mais carentes. Nos partidos que atuei tive participação ativa, no primeiro, exerci o papel de fundador, depois presidente, candidato a prefeito e vereador. No segundo, também a presidência do partido foi ocupada por mim. Com a modéstia que sempre me acompanhou, consegui formar uma família no primeiro partido e com isso elegemos um prefeito. Com a vitória na mão, em pleno exercício de mandato na Prefeitura, nossa confiança foi traída e o controle da gestão ficou acima dos interesses do grupo partidário que elegeu o mandatário, perderam o seu rumo e partiram para ilicitude. Isso provocou a minha revolta e o consequente afastamento, pois estava na contramão do que sempre postulei na vida pública e privada. Conheci a mão da injustiça e da corrupção. Nesse tempo fui vereador e combati a face desonesta do meu próprio partido, chegando ao ponto de me insurgir e estabelecer, como presidente da câmara municipal, uma comissão parlamentar de inquérito, que apurou todas as irregularidades, culminando com a renúncia de um prefeito, para não ser cassado por atos de improbidade. Algum tempo depois, por força das circunstâncias, estava militando em outro partido político, quando também cheguei a presidência do mesmo. Quando fui instado a colaborar com atos de desonestidade, não aceitei, logo não concorri ao próximo mandato de vereador, renunciei a vida pública partidária, decepcionado com o que constatei, afastando a possibilidade de me filiar a qualquer outro partido. Como se dizia, pendurei as chuteiras. Sempre almejei o melhor para o povo que queria conquistar. Infelizmente não consegui fazer a política que achava correta, pois os que me opuseram, acreditaram que o importante era vencer e tomavam qualquer medida para chegarem ao poder. Conseguiram, vejam no que deu. Hoje, desvinculado de qualquer filiação partidária, escrevo sobre política, tentando seguir um caminho de imparcialidade, embora nem todos conseguem enxergar, no entanto procuro ser um crítico severo das irregularidades.

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