PONTO DE VISTA 1068
NOS MEUS TEMPOS DE POLÍTICA...
Uma das razões que me afastaram da política partidária,
depois de ter militado ativamente na política estudantil, secundarista e depois
universitária. Participei ativamente em de dois partidos políticos de ideários
semelhantes. Minha decepção foi o fato de constatar que não se fazia uma
política de integração, visando uma complementação de ações focadas em objetivos
definidos. Verifiquei que a maioria das pessoas tinham ambições exclusivamente pessoais,
interesses em ser servidos ou conseguir vantagens das cúpulas, deixando os
interesses coletivos em segundo plano. Diferente de tudo o que imaginava e
sempre preguei em política partidária. Em outras palavras, tudo era focado de
maneira que satisfizesse aos interesses pessoais de grupos. Os coletivos
ficavam de lado e os ideais de cada um, cediam espaços para àqueles que
conduziam a política, que com raras exceções, faziam de tudo o que podiam e
muitas vezes o que não deveriam, para se reelegerem ou se manterem no comando.
Aí eu vi que não existia o espírito de solidariedade e a verdadeira intenção de
se fazer alguma coisa para os mais necessitados, pois vejo que política tem que
ser feita para todos e principalmente para os mais carentes. Nos partidos que
atuei tive participação ativa, no primeiro, exerci o papel de fundador, depois
presidente, candidato a prefeito e vereador. No segundo, também a presidência do
partido foi ocupada por mim. Com a modéstia que sempre me acompanhou, consegui
formar uma família no primeiro partido e com isso elegemos um prefeito. Com a
vitória na mão, em pleno exercício de mandato na Prefeitura, nossa confiança
foi traída e o controle da gestão ficou acima dos interesses do grupo
partidário que elegeu o mandatário, perderam o seu rumo e partiram para
ilicitude. Isso provocou a minha revolta e o consequente afastamento, pois
estava na contramão do que sempre postulei na vida pública e privada. Conheci a
mão da injustiça e da corrupção. Nesse tempo fui vereador e combati a face
desonesta do meu próprio partido, chegando ao ponto de me insurgir e estabelecer,
como presidente da câmara municipal, uma comissão parlamentar de inquérito, que
apurou todas as irregularidades, culminando com a renúncia de um prefeito, para
não ser cassado por atos de improbidade. Algum tempo depois, por força das
circunstâncias, estava militando em outro partido político, quando também
cheguei a presidência do mesmo. Quando fui instado a colaborar com atos de desonestidade,
não aceitei, logo não concorri ao próximo mandato de vereador, renunciei a vida
pública partidária, decepcionado com o que constatei, afastando a possibilidade
de me filiar a qualquer outro partido. Como se dizia, pendurei as chuteiras. Sempre
almejei o melhor para o povo que queria conquistar. Infelizmente não consegui
fazer a política que achava correta, pois os que me opuseram, acreditaram que o
importante era vencer e tomavam qualquer medida para chegarem ao poder.
Conseguiram, vejam no que deu. Hoje, desvinculado de qualquer filiação
partidária, escrevo sobre política, tentando seguir um caminho de
imparcialidade, embora nem todos conseguem enxergar, no entanto procuro ser um
crítico severo das irregularidades.


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