A expectativa do dia. Poderia se incluir o aniversário do Tarôuco, ou Taroco, como dizem aqueles que o consideram livre de qualquer anormalidade mental. Dizem que ele esta preparando uma grande festa para hoje. Será que ele espera que o mundo vai acabar hoje ? O fato é que ele está convidando todo mundo. A radio Minuano talvez revele detalhes...Realmente este mundo está virando de cabeça para baixo. O Barbosa resolveu deixar para hoje a decisão de secar a teta dos deputados condenados. O cachoeira confunde a opinião pública, nunca se sabe se ele está preso ou consegue se liberar para passar uns dias em casa. O Prefeito José Vicente, aguarda julgamento. Julgamento do povo, da Justiça e da Divina, pelo que fez e pelo que deixou de fazer. O novo Prefeito diz que quem manda é ele depois do dia 31. Tudo indica que vamos viver outro momento. Personalidade ele tem. Presença, tenho certeza pois ele estará sempre na cidade para ouvir os reclamos e apreciar sugestões do seu povo. Será visto todos os dias, ao contrário do outro que governava de Brasília e olhava a sua gente por cima, como se tivesse o rei na barriga...Portanto, novos tempos, novos governantes...
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
O FIM DO MENSALÃO ...
Poucos acreditaram, eu também fiz parte da maioria. Quem diria que houve uma punição exemplar. O povo brasileiro, que não queria que fatos dessa natureza acontecessem em nosso pais, está exultante com o resultado. Afinal a corja desafiou o regime republicano. Colocou em risco uma nação. A ação penal 470 mostrou que existem valores que precisam ser preservados. Embora, Juízes sejam escolhidos por critério duvidoso, no meu entendimento, é claro, prevaleceu a lei e o resultado final sinaliza que o Supremo Tribunal Federal cumpriu com o seu objetivo, deixando de lado o sentimento de agradecimento aos seus padrinhos, ou seja, aos que o indicaram para o honroso cargo. Mostraram dignidade no cumprimento do dever. Como se não bastasse vão dar uma marretada no corporativismo da Câmara dos Deputados. Mostrando que os poderes são distintos e soberanos, o Judiciário deve dirimir as dúvidas e conflitos existente entre os poderes da nação. Agora é uma outra discussão. Acredito que mais uma vez o povo sairá com a vitória, quando os deputados condenados tiverem os seus direitos políticos cassados. Embora, isso não seja tudo. Há muito mensalista espalhado por esse Brasil. O que foi apurado, foi julgado e o que ficou na escuridão permanece. A condenação, mesmo que exista entre essas pessoas alguns motivos de lamentação, pois no passado poderiam ter sido boas, o poder os corrompeu e nada justifica a sua absolvição. Portanto os Togados acertaram. Estamos no início, apenas no início, muito mais está para acontecer. O que menos interessa é a origem política de cada um desses malfeitores. Vale mesmo é dizer que a cadeia foi feita para os fora da lei. De passo em passo a democracia vence. Ponto para o Brasil.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
OS HOMENS DE UNIFORME...
Há bem pouco tempo quando se via o movimento de rua na principal artéria da cidade, ficávamos perplexo em visualizar o destino dessa juventude. Para onde iria tanta gente, uma vez que não tínhamos empregos suficiente para mantê los na cidade. A maioria de nossa gente que conseguia um diploma universitário fugia da cidade. O espaço para profissionais era reduzido, raros profissionais ficavam no norte, e quando faziam eram seduzidos por outros empregos e logo em seguida eram vistos em outras paragens que ofereciam melhores oportunidades. Durante muitos anos foi essa luta. Filhos de pescadores, filhos de agricultores, todos saiam da cidade. Era comum nós nos depararmos com filas de desempregados nas proximidades das lanchas ou na saída da cidade esperando que alguém lhes oferecesse emprego de diarista. Derrepente o estouro, o pólo naval, a industria se expandia e abrigou a nossa gente toda. Rio Grande absorveu os nossos trabalhadores. A perspetiva fez aumentar os anseios daqueles que pensam em retornar. Breve esses profissionais, mestres em todas as funções, aprenderam e desenvolveram suas habilidades e estarão novamente entre nós, trabalhando na terra que os viu nascer. Quando as lanchas atracam na hidroviária, vemos com orgulho o batalhão de jovens que com seus uniformes, característica de cada firma, perfilam para a cidade e se apressam para o merecido repouso, como se fossem formigas, depois de uma fadigante rotina de trabalho. Técnicos em varias atividades, eletricistas, marceneiros, soldadores, vigilantes, as mais variadas profissões se engajam pra produzir plataformas, barcos, construção de estaleiros, diques etc... Em poucos meses, estarão radicalizados por aqui e não precisarão se deslocar para a cidade vizinha. A nossa juventude achou o que queria. Pode ser uma saída para que as drogas não proliferem... O tempo dirá... Salve o progresso...
domingo, 16 de dezembro de 2012
NOVO DOMINGO...
Novo fim de semana, novo domingo, novos programas...A vida continua e os segmentos se repetem...Dando a entender que já estamos cansado dessa rotina...Nada disso, pelo contrario, cada dia que passa mais surpresas nos oferecem...Positivas ou negativas. Assim é a vida e por isso temos que vivê-la da forma mais intensa que as nossas condições permitem. As semanas, os meses e os anos se sucedem. A única que podemos ter certeza são as células que se multiplicam, se perdem e se regeneram em proporções mais lentas...O tempo nos remonta aos primórdios de nossa existência e conseguimos perceber que estamos mais sábios, menos vigorosos e cheios de lamentações. O difícil mesmo é sofrer por atos que deixamos de fazer. A velhice ou degenerscência humana, repousa sob feitos do passado.Quem produziu gerou energias suficiente para manter a estrutura sólida, digna de homens do bem. Plantou bem, colheu, plantou mal sofrimento na certa. Resta apenas aguardar a decisão final. Somente ele sabe o dia e a hora de cada um. O que nós podemos fazer é seguir as boas orientações que as pessoas mais experientes nos proporcionam. São as lições de vida.Tudo é válido dentro das circunstâncias do momento e quando se tem como orientação maior o sentido da vida...
Quando se fala em tempo e vida surge a lembrança dos filhos. Nesse exato momento posso traçar uma linha imaginária por vários estados do Brasil e vejo os na sua localização geográfica, começo por São José do Norte, Rio Grande, Pelotas, Goiânia, Piauí, Rio de janeiro, Santa Catarina. Para provar que os filhos pertencem ao mundo. Segundo meu entendimento, nada deve ser feito para mantê-los preso ao habitat.. Caso contrário, com certeza viveríamos em estado de frustração. Se um dia resolverem retornar para sua querência que venham.. Novas paragens sempre aguardaram pelos desbravadores...
domingo, 9 de dezembro de 2012
INICIANDO A TEMPORADA...
O verão está nos empurrando para praia do Mar Grosso. Dia lindo, sol, calor e a perspetiva de receber de volta os filhos que chegam da Argentina. Pelas informações repousaram em Melo, no Uruguai e almoçam conosco, no tradicional churrasco de domingo, dessa vez aos cuidados da Suzana.A cerveja está gelada e o churrasco está cheirando. Ainda não chegaram, mas estão próximo. Foram há 1 ano e venceram. Ferias merecidas e com o dever cumprido. Vão ficar mais de trinta dias e depois retornarão. Isso faz parte da vida e a gente tem que se adaptar, afinal os filhos não são propriedade nossa. Outros já foram. Fazem a vida em outros estados do Brasil. Cada qual é dono de si. A contribuição dos pais serve principalmente na formação do caráter. Dessa eu acertei. Todos são portadores de características pessoais que me deixam orgulhoso. Tenho certeza que formei pessoas para o mundo, isso me enche de orgulho e de certa maneira confortado pelas benesses que a vida tem me proporcionado. Como os ponteiros do relógio, o tempo passa e não volta atrás. As vezes fizemos maquiagens para disfarçar os estragos. Aparências. Ilusões não movem moinhos. Disfarçam. Cada um de nós tem o dever de viver a vida como ela é. Temos a obrigação de sermos autênticos e quando errarmos, o que é normal, voltar e recomeçar de novo. Deus sempre encontra uma forma de recompensar àqueles que não foram reconhecidos, mas souberam manter os desígnios da retidão em alta e nunca fraquejam diante das necessidades do momento.Enquanto pessoas se corrompem com facilidades, trocam favores pessoais em detrimento do sofrimento de outros, vendem o caráter e a alma para o capeta, pessoas de boa formação persistem na luta e com certeza encontrarão a felicidade, meta que cada um de nós quer alcançar. Os coloridos das ondas em confronto com as varias faixas do mar, fazem a gente refletir e chegar a conclusão que a vida sempre vale a pena ser vivida.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
OS TRANQUILOS ANOS DE SÃO JOSÉ DO NORTE, NA DÉCADA DE 40 - 2ª parte - memórias do Prof. Guaracy
Antes de falar da nossa tranquila São José do Norte, uma lamentável ou agradável ocorrência do último GRENAL. Até nós colorados, não esperávamos aquele resultado. A gente estava preparado para uma derrota, afinal era a última partida no Olímpico, eram favoritos etc... Cheguei a pensar que iríamos devolver os 6 X 2 da inauguração. Nada disso... Demos combate e mesmo com 9 jogadores, conseguimos até tirar a privilegiada situação nas Libertadores...
Mas vamos ao Norte. CEBOLA - a cebola chegava na cidade em carretas puxadas por bois ou em barcos a vela, para as produzidas em localidades mais distantes. Nos armazéns de exportação, a cebola era embalada em caixas de 60 kg brutos, que eram transportados em barcaças até o porto de Rio Grande, onde eram baldeadas para os navios que levavam para os diversos portos, de Santos até Manaus, passando pelo Rio, Vitória, Ilhéus, Salvador e outros. Os armazéns de cebola ocupavam muita gente, inclusive meninos, na armação das caixas.
O TRANSPORTE DE PASSAGEIROS - para o interior do município era feito no " Caminhão da Linha ", que era um caminhão com carroceria de madeira, com bancos transversais, com entradas pelo lados, tendo uma sanefa de lona, que era baixada em dias frios ou chuvosos. Alguns agricultores vinham a cavalo, que ficavam em cocheiras de aluguel, enquanto os donos permaneciam na cidade.
Mas vamos ao Norte. CEBOLA - a cebola chegava na cidade em carretas puxadas por bois ou em barcos a vela, para as produzidas em localidades mais distantes. Nos armazéns de exportação, a cebola era embalada em caixas de 60 kg brutos, que eram transportados em barcaças até o porto de Rio Grande, onde eram baldeadas para os navios que levavam para os diversos portos, de Santos até Manaus, passando pelo Rio, Vitória, Ilhéus, Salvador e outros. Os armazéns de cebola ocupavam muita gente, inclusive meninos, na armação das caixas.
O TRANSPORTE DE PASSAGEIROS - para o interior do município era feito no " Caminhão da Linha ", que era um caminhão com carroceria de madeira, com bancos transversais, com entradas pelo lados, tendo uma sanefa de lona, que era baixada em dias frios ou chuvosos. Alguns agricultores vinham a cavalo, que ficavam em cocheiras de aluguel, enquanto os donos permaneciam na cidade.
O transporte de passageiros para Rio Grande era feito pela lancha Alice, de propriedade do Sr. Menandro Mariano, e da Lancha Flexa, do sr. Gustavo Kramer. O de cargas, se fazia através de embarcações movidas a vela. ---- continuaremos .....
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
SÃO JOSE DO NORTE NA DÉCADA DE 40 - 1 PESCA
A partir de agora, vamos apresentar alguns aspectos de nossa cidade, copia de apontamentos do Prof.Guaracy Ferrari...
Há 72 anos, no início da década de quarenta, São José do Norte era uma cidadezinha muito tranquila e socialmente equilibrada. A população vivia bem, porque havia trabalho para todos. A pesca era abundante. A fartura de pescados proporcionava trabalho para muita gente nas parelhas de pesca, como pescadores, e nas salgas, como operários ocupados na industrialização do pescado que era exportado principalmente para o Nordeste, onde o consumo de peixes salgados era muito grande. A abundância de pescado refletia-se também na saúde e na economia da população, que podia dispor de um alimento altamente produtivo, de graça. Não havia poluição, nem pesca predatória. O pescador respeitava a natureza que, em troca lhe garantia o sustento de todo o ano, através de safras certas e abundantes. A mais rica era a safra da tainha, tanto assim que as noivas dos pescadores marcavam o casamento para o més de maio porque era o més da " corrida da tainha ", quando os noivos ganhavam o suficiente para começar uma nova vida. Depois da corrida os pescadores permaneciam na cidade até a festa de São Pedro, 29 de junho, que era muito movimentada porque São Pedro é o padroeiro dos pescadores. A Igreja era caprichosamente ornamentada, as ruas embandeiradas, a procissão concorridíssima e as brincadeiras, enfrente a sede da Colônia Z2, entretinha a população que se entusiasmava com as corridas de saco, quebra cabeças, pau ensebado, com a subida dos balões ( que o Mario Malta soltava no adro da Igreja ) e com outras atrações que complementavam a tradicional festa. Depois da festa as parelhas partiam para uma ilha nas proximidades de Pelotas, onde se preparavam para a pesca do bagre. A partida das parelhas também era um acontecimento festivo. Era a hora do Adeus aos amigos e dos familiares dos pescadores que se ausentavam por alguns meses.
Há 72 anos, no início da década de quarenta, São José do Norte era uma cidadezinha muito tranquila e socialmente equilibrada. A população vivia bem, porque havia trabalho para todos. A pesca era abundante. A fartura de pescados proporcionava trabalho para muita gente nas parelhas de pesca, como pescadores, e nas salgas, como operários ocupados na industrialização do pescado que era exportado principalmente para o Nordeste, onde o consumo de peixes salgados era muito grande. A abundância de pescado refletia-se também na saúde e na economia da população, que podia dispor de um alimento altamente produtivo, de graça. Não havia poluição, nem pesca predatória. O pescador respeitava a natureza que, em troca lhe garantia o sustento de todo o ano, através de safras certas e abundantes. A mais rica era a safra da tainha, tanto assim que as noivas dos pescadores marcavam o casamento para o més de maio porque era o més da " corrida da tainha ", quando os noivos ganhavam o suficiente para começar uma nova vida. Depois da corrida os pescadores permaneciam na cidade até a festa de São Pedro, 29 de junho, que era muito movimentada porque São Pedro é o padroeiro dos pescadores. A Igreja era caprichosamente ornamentada, as ruas embandeiradas, a procissão concorridíssima e as brincadeiras, enfrente a sede da Colônia Z2, entretinha a população que se entusiasmava com as corridas de saco, quebra cabeças, pau ensebado, com a subida dos balões ( que o Mario Malta soltava no adro da Igreja ) e com outras atrações que complementavam a tradicional festa. Depois da festa as parelhas partiam para uma ilha nas proximidades de Pelotas, onde se preparavam para a pesca do bagre. A partida das parelhas também era um acontecimento festivo. Era a hora do Adeus aos amigos e dos familiares dos pescadores que se ausentavam por alguns meses.
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