quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

OS TRANQUILOS ANOS DE SÃO JOSÉ DO NORTE, NA DÉCADA DE 40 - 2ª parte - memórias do Prof. Guaracy

Antes de falar da nossa tranquila São José do Norte, uma lamentável ou agradável  ocorrência do último GRENAL. Até nós colorados, não esperávamos aquele resultado. A gente estava preparado para uma derrota, afinal era a última partida no Olímpico, eram favoritos etc... Cheguei a pensar que iríamos devolver os 6 X 2 da inauguração. Nada disso... Demos combate e mesmo com 9 jogadores, conseguimos até tirar a privilegiada situação nas Libertadores...

Mas vamos ao Norte. CEBOLA - a  cebola chegava na cidade em carretas puxadas por bois ou em barcos a vela, para as produzidas em localidades mais distantes. Nos armazéns de exportação, a cebola era embalada em caixas de 60 kg brutos, que eram transportados em barcaças até o porto de Rio Grande, onde eram baldeadas para os navios que levavam para os diversos portos, de Santos até Manaus, passando pelo Rio, Vitória, Ilhéus, Salvador e outros. Os armazéns de cebola ocupavam muita gente, inclusive meninos, na armação das caixas.
O TRANSPORTE DE PASSAGEIROS - para o interior do município era feito no " Caminhão da Linha ", que era um caminhão com carroceria de madeira, com bancos transversais, com entradas pelo lados, tendo uma sanefa de lona, que era baixada em dias frios ou chuvosos. Alguns agricultores vinham a cavalo, que ficavam em cocheiras de aluguel, enquanto os donos permaneciam na cidade.
O transporte de passageiros para Rio Grande era feito pela lancha Alice, de propriedade do Sr. Menandro Mariano, e da Lancha Flexa, do sr. Gustavo Kramer. O de cargas, se fazia através de embarcações movidas a vela.    ----     continuaremos   .....

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