terça-feira, 18 de dezembro de 2012

OS HOMENS DE UNIFORME...

Há bem pouco tempo quando se via o movimento de rua na principal artéria da cidade, ficávamos perplexo em visualizar o destino dessa juventude. Para onde iria tanta gente, uma vez que não tínhamos empregos suficiente para mantê los na cidade. A maioria de  nossa gente que conseguia um diploma universitário fugia da cidade. O espaço para profissionais era reduzido, raros profissionais ficavam no norte, e quando faziam eram seduzidos por outros empregos e logo em seguida eram vistos em outras paragens que ofereciam melhores oportunidades. Durante muitos anos foi essa luta. Filhos de pescadores, filhos de agricultores, todos saiam da cidade. Era comum nós nos depararmos com filas de desempregados nas proximidades das lanchas ou na saída da cidade esperando que alguém lhes oferecesse emprego de diarista. Derrepente o estouro, o pólo naval, a industria se expandia e abrigou a nossa gente toda. Rio Grande absorveu os nossos trabalhadores. A perspetiva fez aumentar os anseios daqueles que pensam em retornar. Breve esses profissionais, mestres em todas as funções, aprenderam e desenvolveram suas habilidades e estarão novamente entre nós, trabalhando na terra que os viu nascer. Quando as lanchas atracam na hidroviária, vemos com orgulho o batalhão de jovens que com seus uniformes, característica de cada firma, perfilam para a cidade e se apressam para o merecido repouso, como se fossem formigas, depois de uma fadigante rotina de trabalho. Técnicos em varias atividades, eletricistas, marceneiros, soldadores, vigilantes, as mais variadas profissões se engajam pra produzir plataformas, barcos, construção de estaleiros, diques etc... Em poucos meses, estarão radicalizados por aqui e não precisarão se deslocar para a cidade vizinha. A nossa juventude achou o que queria. Pode ser uma saída para que as drogas não proliferem... O tempo dirá... Salve o progresso...

Nenhum comentário:

Postar um comentário