sexta-feira, 12 de maio de 2017


PONTO DE VISTA 150   CONTINUIDADE DA HISTÓRIA DO VELHO CHICO SEGUNDA PARTE





O mês foi passando e não tínhamos dinheiro para pagar os primeiros funcionários. Para o azar do Guaiba Gautério, proprietário da empresa ÁS DE ESPADAS (que está vivo ainda e pode confirmar essa história) um ônibus de sua propriedade se acidentou com mais de trinta pessoas feridas e para nossa sorte, que já não tínhamos mais sustentabilidade para manter as nossas contas e pagar os funcionários. Foi um saragaço, de um lado o Dr.Miranda,  que estava chegando na cidade e no hospital e do outro eu, a parteira Iolanda,  enfermeiros e outros ajudantes, repartimos o atendimento e graças a Deus saiu tudo bem. Depois enviamos e recebemos o faturamento do Guaiba, dessa forma pudemos respirar com mais calma. Em seguida após chegou a primeira fatura do FUNRURAL, depois veio a calmaria e aos poucos o convênio com INPS e outros, que deram forma ao HOSPITAL E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO.

Com o passar dos tempos, veio o Dr. Job Teixeira Gomes para fazer clínica e anestesia, que junto com o Dr. Afonso Miranda e este, que escreve essa matéria, eram os únicos médicos que administravam e tocaram para frente o HOSPITAL. Comecei como Diretor clínico e depois de um certo tempo ocupei a Presidência da Associação e Maternidade São Francisco.  Aos poucos e depois de sucessivos Prefeitos que passaram pela Prefeitura, cada qual querendo tirar vantagens políticas e colaborar com o mínimo, no atendimento da comunidade, foi tornando insustentável a sua manutenção. Essa fase foi muito triste e várias assembleias de sócios foram realizadas. Sendo que uma vez, cheguei ao ponto de entrar em briga corporal com o prefeito local que tentou me agredir pelas costas. Foi uma confusão, dentro do salão nobre da antiga Intendência, onde funcionava a Câmara de Vereadores. Só não vou descrever o episódio em detalhes para não transformar a matéria em página humorística. As assembleias do Hospital sempre foram tumultuadas. Sempre as mesmas brigas. De um lado os gestores que queriam fazer politicagem às custas do funcionamento do hospital, não queriam pagar a justa remuneração para manter o serviço que prestávamos à comunidade. Isso fazia atrasar os nossos compromissos com os funcionários e fornecedores.  Vários prefeitos passaram direta ou indiretamente pela direção do hospital e os problemas eram sempre os mesmos, usavam o hospital para fazer política e não cumpriam com as duas obrigações de colaborarem adequadamente na manutenção do serviço assumido; continuaremos amanhã, numa terceira parte...


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