segunda-feira, 20 de novembro de 2017


PONTO DE VISTA 330          CADA UM LUTA POR SEU ESPAÇO



As circunstâncias modernas, que pouco diferem das primitivas, confirmam as regras que nos levam a defender o nosso espaço de atuação. Com menos disputas e mais espaços disponíveis a gente tem a impressão que no passado, pelo menos ao que nos diz respeito, era mais fácil a gente se locomover no meio de tantos obstáculos, embora também deixa de transparecer que a vida também era apertada. As oportunidades que parecem ser mais fáceis nos dias atuais, sofrem a pressão das crises e os consequentes cortes econômicos que vão ao estremo da perda de emprego. Haja visto o número crescente de jovens profissionais que ficam sem ocupação nos tempos que seguem as suas formaturas ou recebem salários inferiores ao teto salarial previsto. Como sempre, tentando escapulir dos grilhões que são submetidos, ficam sujeitos a reduzirem ao máximo os seus ganhos ou se atirando no mercado irregular. Assim nós vemos médicos, engenheiros, professores, e outros profissionais faturando salários que não são compatíveis com as suas condições e o tempo gasto na sua formação. Por isso reconhecemos como justas todas as reinvindicações das classes que lutam nesse sentido. Os nossos gestores precisam se conscientizarem que não é invertendo ou subestimando o desenvolvimento das profissões que iremos sair das crises, mas sim pagando o salário justo a quem trabalha de forma segura e honesta. Chega dessa história de substituir os que estão ganhando o suficiente para se manterem por outros que estão chegando e consequentemente aceitando salários mais baixos, para entrarem no mercado de trabalho. Estimular empregos e não nivelarem por baixo com objetivo de acertarem as folhas de pagamento de cada empresa. Em outras palavras, é necessário que os estímulos e os incentivos venham com outras fontes de recurso. Urge criar esses recursos, inclusive dar um fim a essa roubalheira instalada no Brasil.

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