PONTO DE VISTA 330
CADA UM LUTA POR SEU ESPAÇO
As circunstâncias modernas, que pouco diferem das
primitivas, confirmam as regras que nos levam a defender o nosso espaço de
atuação. Com menos disputas e mais espaços disponíveis a gente tem a impressão
que no passado, pelo menos ao que nos diz respeito, era mais fácil a gente se
locomover no meio de tantos obstáculos, embora também deixa de transparecer que
a vida também era apertada. As oportunidades que parecem ser mais fáceis nos
dias atuais, sofrem a pressão das crises e os consequentes cortes econômicos
que vão ao estremo da perda de emprego. Haja visto o número crescente de jovens
profissionais que ficam sem ocupação nos tempos que seguem as suas formaturas
ou recebem salários inferiores ao teto salarial previsto. Como sempre, tentando
escapulir dos grilhões que são submetidos, ficam sujeitos a reduzirem ao máximo
os seus ganhos ou se atirando no mercado irregular. Assim nós vemos médicos,
engenheiros, professores, e outros profissionais faturando salários que não são
compatíveis com as suas condições e o tempo gasto na sua formação. Por isso
reconhecemos como justas todas as reinvindicações das classes que lutam nesse
sentido. Os nossos gestores precisam se conscientizarem que não é invertendo ou
subestimando o desenvolvimento das profissões que iremos sair das crises, mas
sim pagando o salário justo a quem trabalha de forma segura e honesta. Chega
dessa história de substituir os que estão ganhando o suficiente para se
manterem por outros que estão chegando e consequentemente aceitando salários
mais baixos, para entrarem no mercado de trabalho. Estimular empregos e não
nivelarem por baixo com objetivo de acertarem as folhas de pagamento de cada
empresa. Em outras palavras, é necessário que os estímulos e os incentivos
venham com outras fontes de recurso. Urge criar esses recursos, inclusive dar
um fim a essa roubalheira instalada no Brasil.


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