segunda-feira, 2 de julho de 2018

PONTO DE VISTA 555            INJUSTIÇA


Surge quando a Justiça não é feita. Quando se julga com parcialidade. Quando os julgadores aderem a um lado da questão. Quando o julgamento visa proteger ou acusar uma determinada pessoa ou ideia, um partido político ou perseguir outro, o que dá no mesmo. Isso provoca o desnível no ato, ocasionando insatisfação e vergonha para os que a promovem. Se o órgão de Justiça foi projetado para exercer a imparcialidade entre os seus julgadores, porque não exercem a sua função primordial? Até consigo entender a obstinação de certos advogados, quando acompanham e aprovam as regras que tornam injusto. No Brasil as leis são mutáveis e variadas com frequência, propositalmente para proteger os mais fortes. Há um conjunto de truques e magias quando querem aprovar o que lhes convém. Vejam o que aconteceu recentemente com o reitor de uma Universidade Federal de Santa Catarina, do vizinho estado, prof Cancillier de Olivo, que foi caluniado por um colega, pelo fato de ter reprimido um pagamento indevido de 1000 reais.  Denunciado à Lava-jato, sob a coordenação da delegada Erica Morena, com o aval de promotores e juízes da região, na manhã do dia 14/09/17, teve a sua casa invadida, em Florianópolis, preso e exposto nu, humilhado diante de outros presos, sob a acusação de ter impedido a investigação dos agentes de Sergio Moro. Na casa de tortura, conforme a própria delegada e responsável pela Operação Ouvidor Mouro. Tratava-se de uma importância de mais de oitenta milhões de reais, que se desenvolveu entre 2005 e 2015, referente a desvio de verbas do plano de Ensino a Distância que o Governo Federal enviou parceladamente para a universidade. Foi constatado que erraram e depois de dois dias de prisão, libertaram porque verificaram que ele ficou reitor no ano seguinte (2016) e se houve desvio, foi cometido antes de assumir o honroso cargo. O Reitor de 59 anos, dirigiu-se a um Shopping de Florianópolis e se suicidou, numa tentativa de sumir com o que acontecera. Imaginam o que passou pela cabeça de um cidadão íntegro e inocente durante a sua tortura. Depois do fato ocorrido não adianta mais nada. Restou apenas a lembrança que ficará na família e nos algozes da Lava-jato. E a derradeira mensagem “ a minha morte foi decretada quando fui banido da universidade”, deixado no bilhete encontrado.

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