PONTO DE VISTA 706 GRIPE
Fim de tarde os primeiros sinais. Expectoração de coloração
esbranquiçada, dor de garganta. Coriza,
congestão nasal e leve desânimo. O primeiro pensamento é que se trata de um
resfriado. No entanto, anuncio pomposamente, como se estivesse se aproximando
uma gripe. Aquilo que chamamos de gripe de verão. Pergunto agora, o que pode
interessar ao leitor? Um fato que ocorre comigo no início do veraneio? Simples
e meio repetitivo. Eu falo de mim, porque acontece o mesmo com os meus
leitores. Como sempre procuro retratar os acontecimentos do quotidiano, dessa
vez incluo a minha gripe. Todos nós estamos sujeito. Principalmente com aqueles
que lidam mais com o público. Enfrentamos uma clientela doente que bate nos nossos
consultórios, quase que diariamente. Os espirros antecedem a emissão de
perdigotos, que se comportam como se fossem veículos de um dos inúmeros vírus
da gripe. Geralmente, todos nós nos medicamos aos primeiros sinais. O Doutor,
não foge à regra e também se automedica. O pior de tudo é que me acordo de
madrugada, com perda de sono e a maneira que encontro para solucionar ou
aliviar, pelo menos, é procurar o notbook e passar a descrição para o papel, enquanto
espero a insônia passar, escrevo a matéria para editar pela manhã, quando
cumprirei a minha obrigação, contraída de forma espontânea. É verdade também
que não podemos aguardar muito tempo para iniciar o tratamento, pois a idade
nos torna mais susceptível ao agravamento. Pode evoluir para uma pneumonia ou
algo mais grave. O certo é procurar um profissional para iniciar o ataque o
mais rápido possível. Lógico, não quero induzir ninguém, mas deixem para
consultar pela manhã, pois os médicos não são de ferro e também não gostam de
acordar para atender um simples resfriado que ocorre na madrugada. Dessa forma,
concluo o meu trabalho, aproveitando o tempo que não foi perdido e retorno para
a minha cama.


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