PONTO DE VISTA 880
EU SOU O CARA ...
A primeira impressão é que eu sou um cara arrogante. Parece
que estou me auto elogiando, estou dando uma de narcisista ou até querendo me
autopromover num ambiente que eu mesmo sou responsável. Na verdade, nem tudo o
que parece, pode ser. Quando falo de mim, tenho por objetivo, dizer alguma
coisa que aprecio e por isso mesmo, quero servir de exemplo, mostrando que tudo
o que a gente quer na vida, consegue, basta um pouco de determinação e ter
também um pouco de sorte, ao nascer na época certa e numa família que sabe
entender e ajudar a dar um empurrão na sorte. Meu pai era um trabalhador
honesto e muito sério. Fez um grande esforço para que eu tivesse a educação que
ele queria me dar e conseguiu. Por isso
nunca escondi a minha satisfação de propagar aos quatro ventos que sou
agradecido aos meus pais e a todos que de uma forma ou outra, contribuíram com
a minha educação. No meu ponto de vista, correspondi com a expectativa. Fui
aquele que poderia se chamar de “um bom filho”, por isso aprendi e soube
transmitir para os meus, os mesmos sentimentos. Claro que não sou perfeito,
algumas falhas eu recebi e também transmiti. Tudo dependo do ângulo que me
observam e da forma como procedo. Também me considero um cara legal. Galguei
posições na vida, nunca passei por cima de ninguém, pois, sempre dei o tempo
necessário para crescer, poderia dizer até que plantei árvores, formei família
e escrevo livro para deixar as minhas experiências, para os que me sucederem.
Em outras palavras, deixo sementes que no meu ponto de vista, são boas e por
isso vão continuar com as minhas pregações, meus caminhos e seguir os meus
exemplos. Possivelmente, as minhas lembranças poderão chegar aos meus
tataranetos, que, quando tomarem conhecimento, certamente reconhecerão. Se
passar daí, continuarei a imaginar o pensamento que fui um cara útil e que
valeu a pena ter vivido e participado de uma geração que, com todos os
percalços, alguma coisa deixará, mesma que seja o exemplo do que não deveria
ter sido feito e eu talvez seja reconhecido por ter aceito e me comportado
dentro do que é óbvio. É tudo o que eu posso querer....


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