quarta-feira, 24 de julho de 2019


PONTO DE VISTA 935        CONFUSÃO INTERNACIONAL


Para que a gente possa entender o que se passa no Brasil, é preciso conhecer o que pensa o mundo. Atualmente, dois navios estão estacionados no porto de Paranaguá, Paraná, carregados de produtos agropecuários brasileiros e que não podem retornar para o Irã, porque Petrobrás, por ordem do governo brasileiro, não abastece os seus navios, diferente das normas do comércio internacional. Aguarda por uma decisão. O Irã por sua vez, é o quinto comprador de produtos agrícolas do Brasil. Movimenta um comercio que nos últimos anos já comprou mais de 10 bilhões de dólares, enquanto o nosso país adquiriu cerca de 400 milhões. Logo, levamos uma vantagem enorme na negociação. Por outro lado, o Irã controla o estreito de Ormuz, no golfo pérsico, um canal por onde passa a maior parte do petróleo do mundo. Fácil de controle e pode causar um aumento superior de cinco vezes ao preço do petróleo no seu preço atual, se for bloqueado. O Brasil, de forma gratuita, sem precisar ver a opinião do Trump, pois o “chefe” disse estar alinhado ao seu programa e sabe o que fazer, arruma mais uma vez, confusão internacional, como já fez com a Venezuela (também por petróleo, a pedido de Trump), quase ocasionando uma guerra, atritando com a China, outro grande comprador e agora com o Irã. Tudo para exercer o seu papel de puxa-saquismo de uma potência que sempre nos explorou. Até aí, tudo mal, pois o pior está para vir, no plano nacional, perderemos outro grande cliente e somamos mais uma uma tensão na fervura do ambiente existente, que no plano internacional, corre o risco até de se transformar numa guerra mundial. Ficamos na dependência do que pode resultar do grande conflito que pode estourar, quando já definimos o nosso lado da questão. Diferente do que tem pautado por longas décadas, o nosso comportamento diplomático, gerado pelo Itamarati, que sempre foi de apaziguar os conflitos e encontrar soluções de paz. Ao contrário o governo Bolsonaro, gera ódio, para que o seu desejo seja consolidado, pensa até em nomear o seu filho, como embaixador brasileiro nos EE.UU., para nossa vergonha e desrespeito. Por isso se houve dizer que o Brasil não é um país sério.

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