PONTO DE VISTA 171 SEGUE A INVESTIGAÇÃO
Pode se dizer, o presidente caiu na malha fina. Foi brincar
com fogo e saiu queimado. Implicou com a qualidade da gravação e esqueceu do
conteúdo, do que estava escrito na gravação. Isso por si só o condenaria. Como
poderia conversar com um cidadão suspeito, que chega pelos fundos, sorrindo e
mostrando os dentes. Disposto a tagarelar como se o presidente não tivesse
outras ocupações mais importantes. Fala de juízes que já estavam no bolso,
discorre sobre o auxílio a miserável família empobrecida do Cunha, promete
mantê-la por longos vinte anos, não precisou dizer que era para guardar segredo
do ocorrido e tantas outras importâncias para ambas. O destino mais uma vez foi
favorável à nação e a trama foi descoberta, mais por negligência do presidente
do que por qualquer outra coisa. Não deu outra. O escândalo foi tão grande que
os sábios doutores da lei, foram obrigados à investigarem, numa rara exceção da
lei, concedidas aos presidentes. Praticamente réu confesso. Contestação à
parte, foi decidido que o presidente não tem condições de responder ao vivo e a
cores. Vai precisar de apoio da sua equipe para as respostas, diferente de
Lula, que enfrentou o seu algoz de frente e respondeu na lata, tudo o que lhe
foi perguntado. Como de fácil imaginação, apelaram para uma fórmula facciosa.
Foi permitido que as perguntas fossem formuladas por escrito e
consequentemente, as respostas viriam da mesma forma. Para eles, isso é que é
justiça. Às desiguais medidas, para homens mais fracos e de pouco caráter. Tudo
para ir de encontro ao jeitinho brasileiro que eles querem impingir. Mesmo assim
não vai ser fácil explicar o inexplicável. Depois há gente que quer ser
complacente com um tribunal desrespeitoso. Vamos ver o que vai acontecer.


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