quarta-feira, 21 de junho de 2017


PONTO DE VISTA 191     A TRISTEZA DE PERDER O EMPREGO...





Pode existir quadro mais triste do que um trabalhador, casado, pai de filhos, ficar de uma hora para outra sem o seu emprego? O trabalho faz parte da vida. É uma necessidade que todos temos. Quanta choradeira tenho visto em minha ocupação, quando me deparo com funcionários achando que um atestado médico pode prorrogar o seu estado de emprego. Também fico deprimido, mas não é a minha função. Forneço atestado apenas para pacientes que apresentam doença somática ou que possa identificar quadro psicótico grave. Os casos psicológicos estão mais afeitos aos psiquiatras. Fico triste por não poder fazer nada, apenas dizer a eles que o desemprego é fruto da crise e que nós todos somos culpados pelos governos que escolhemos e temos que fazer alguma coisa para encontrar o melhor caminho. Pelo fato de ser polo naval, a nossa região atraiu trabalhadores de todos os estados do Brasil. Jovens e idosos, vieram para encontrar subsistência. Encontraram nos primeiros momentos. A cidade cresceu, moradores gastaram as suas economias, venderam chácaras, abandonaram a vida do campo e pescaria, para se dedicarem a construção de pequenas casas e apartamentos para alugar. Parecia que tudo ia dar certo. Aí veio o golpe, a crise e o estado que vivemos hoje. Os caras de pau, insistem em não fazerem nada para melhorar ou se enclausurando no poder para que continuem fazendo o mal feito ou distribuindo corrupção e pixulecos para todos os lados. E o pior, tem gente que ainda acredita nos aécios da vida ou nos malabaristas que distribuem dinheiro, levados geralmente em malas... pela mesma razão, temos que escolher bem os nossos governantes. Sob o escudo de reformas trabalhistas, a toque de caixa, mais parecendo que querem tirar o pai da forca, na verdade, eles estão querendo tirar conquistas dos trabalhadores, desde a época de Getulio Vargas. Vamos aguardar um pouco mais, esperar um governo legítimo, eleito pelo povo e depois estudar as modificações necessárias...

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