quarta-feira, 20 de setembro de 2017


PONTO DE VISTA 270          PREFEITA AFASTE-SE DAS MÁS INFLUÊNCIAS





Prefeita, o Hospital São Francisco, está prestes a trocar de mãos. Entendemos a crise e sabemos que verbas destinadas foram suprimidas. Muita cautela e não se deixe levar por cantigas antigas que querem levar a nossa única casa hospitalar para a turbulência política. Não deixe escapulir a grande obra de seu avô por um sumidouro qualquer. A música que estão cantando eu já conheço. Começa falando do mal atendimento, depois dos médicos, dos funcionários, quando não levantam calúnia. Desconheço se existe alguma coisa grave, pois nunca fiz parte da atual gestão. No entanto, vi e participei do esforço de recuperação e finalmente na grande recuperação que foi o surgimento de um outro Hospital. Também conheci e participei do que era antes. Era um ambiente de politicagem, quando queriam que determinadas pessoas tivessem privilégios especiais, constituindo uma pressão constante sobre os administradores de então, criando até situações de constrangimento. Várias mudanças menores, anteciparam à Fundação. Verdade que algumas instituições tiveram que desaparecer por força de circunstância ou seja, pelo fato do encarecimento do custo da maternidade e pelas novas exigências, adequada, aliás, exigindo médicos titulados em obstetrícia, pediatria, anestesista e condições de UTI para receber os pacientes em estado grave. Ai poderiam perguntar, e antes como isso existia? Respondo, eram outros tempos, desculpe, eu e o Dr. Miranda e o Anestesista Dr. Job, fazíamos de tudo e depois o Dr. Modesto deu continuidade. Assim eram, graças a Deus e a dedicação que ele permitiu, realizamos milhares de partos normais e cesarianos. Como disse eram outros tempos, repito. As novas leis nos afastaram, no entanto, com o advento da Fundação, a qualidade do atendimento ficou mais organizado, novos instrumentais, mais modernidade, e principalmente, novos médicos com novos ensinamentos, decorrentes evidentemente de novas tecnologias. Vieram e se adaptaram a um hospital que se dedica às urgências e emergências que se destina. A outra parte, caberia à prefeitura que deveria ter feito o máximo para reduzir o atendimento ambulatorial, que no meu entender, caberia aos postos e outras clínicas organizadas de especialistas.

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