PONTO DE VISTA 278
OS POLÍTICOS CONTINUAÇÃO...2ª parte
No momento em que vivemos, fica muito difícil
fazer política quando a gente segue alguma cartilha antiga, que nos orienta a
seguir outro político de fama conhecida, iniciando como cabo eleitoral. Aquele
político, pelo menos para a maioria do povo, sem dúvidas (mesmo que houvesse
suspeitas, não existiam provas) ele passava por bonzinho. Durava enquanto a
verdade viesse eflorescer, assim o seu nome não seria difamado, tudo se tornava
fácil. O “cabo”, hoje candidato, fazia as mesmas promessas. Eleitos, viram que
não era bem assim. A situação era bem diferente do que propagavam para todos os
eleitores. Por sua vez o político novo vai escolher novos cabos que irão desenvolver
as novas ideias sob uma nova ótica. É o surgimento de uma nova estrela. O ciclo
vai se repetindo, ano após ano. O político novo fica velho e a incipiente
classe política vai se renovando e se preparando para governar a nação. Com o
advento de uma nova época, novos tempos, os conceitos vão se deformando ao
ponto da corrupção assumir lugar de destaque. Subornam as instituições
fundamentais para o exercício da democracia, chegando ao cúmulo do absurdo. A
nova casta assumindo o poder, criam condições de sustentabilidade para se
manterem nos cargos e nos esquemas que almejaram. Continuam dessa forma com o círculo
de continuidade, protegendo os novos discípulos e a consequente organização
criminosa de lesa-pátria. À política existente do “ é dando que se recebe ou da compra de votos”, ou mesmo a do “abracinho
nas costas”, está cedendo ou vai ceder espaço para uma política mais
consistente, mais sólida, que é a
seriedade. Baseada em conceitos estruturais que ultrapassa o
simples pagar de uma cachacinha no boteco ou acalentar uma criança para
impressionar os pais…. Enquanto isso vamos fingir que acreditamos, na hora do
voto, votando sempre em pessoas conhecidas e torcer para que todos aceitem os
políticos sadios que vierem e que eles não sofram mutações que o transfigurem ...
como os monstros que conhecemos...
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