sexta-feira, 29 de setembro de 2017


PONTO DE VISTA 279           ENCERRANDO O PLANTÃO COM DÚVIDAS....





Ontem, quando iniciei as minhas atividades no hospital, já estava inclinado a pendurar as chuteiras. Afinal venho batalhando por essa casa de saúde, desde antes de sua fundação. O novo rumo foi tomado no momento que o Hospital atingiu um ótimo estado de desenvolvimento. Inicialmente atribuímos a situação caótica que está a saúde brasileira. A crise levou o governo a decidir pelo incorreto, ou seja, favorecer a casta dos privilegiados que ganham dinheiro fácil e muitas vezes de forma desonesta, em detrimento dos que produzem ou sofredores da situação criada. Desta forma reduziram as verbas da Fundação, que por sua vez pediu reajuste no novo contrato com à Prefeitura. O município não aceitou, bem como fez mais exigências. Não suportando, houve quebra de contrato. Mesmo considerando o meu trabalho, a minha história na vida do hospital São Francisco e em São José do Norte, na área de saúde, não fui, por nenhum instante ouvido. Como sempre emiti o meu ponto de vista em vários artigos divulgados. Não fui escutado, talvez por desconsiderarem a minha experiência, mesmo com a minha dedicação ao povo da terra, pelo qual nunca poupei esforços. Fiquei na verdade magoado por não ter dado a minha contribuição e por isso a decisão. À noite, no intervalo dos plantões, pensei melhor e resolvi adiar a minha aposentadoria voluntária por mais um tempo, enquanto puder ou ser colocado para fora, permanecerei dando as minhas opiniões. Depois a luta vai continuar.... Insisto com o que já disse, na crise, a fundação recuperou o Hospital, transformando no que se tornou hoje. Uma entidade enxuta, bom atendimento e organizada, não falta nada para o seu bom exercício, enfim um hospital moderno que vem cumprindo com a sua parte de atender urgências, emergências e as internações hospitalares permitidas. Digo isso, apesar de algumas pessoas não entenderem que a saúde é cara, os governos precisam manter uma boa disponibilidade para manter os recursos. Acredito que a municipalidade não está em condições de assumir, mas como tudo o que digo aqui, é apenas uma opinião. A maternidade, no momento a mais reclamada, não tem condições de retornar, embora como todos nós quiséssemos, pois sentimos falta, pelo fato de ser onerosa e falta de profissionais para o ramo, bem como a disposição do governo estadual e federal, que já excluíram essa possibilidade. Outra promessa, especialidades médicas, talvez algumas ainda sejam possíveis, mas estarão sujeitas à grandes esperas...

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