segunda-feira, 23 de abril de 2018


PONTO DE VISTA 484        ESPERANDO A BARCA


Enquanto aguardo a barca que vai me transportar para minha cidade fico pensando como a gente fica feliz depois de um passeio bem-sucedido. Cada um faz de seus momentos de lazer o que mais gosta. Cada um tem ao seus gostos e hábitos, com as suas nuances e variações. Como disse no comentário anterior, dessa vez fui longe para conhecer familiares. Pessoas para mim, até então desconhecidas, que vieram de várias localidades. Em um hotel de alto nível, localizado no meio do Rio Grande do Sul. Fomos confraternizar com a família Brum. Na verdade, fui para ver e saí com uma ótima impressão. Desconhecia todos, no elevador foi a minha primeira apresentação e a partir daí foi uma enxurrada de Bruns. Cada qual mais atencioso e que me faziam sentir como se fosse um velho familiar e depois de conviver algumas horas senti a sensação de ter sido aprovado no convívio familiar. Serviu para mostrar que, além do nosso universo, existem pessoas que se identificam conosco e se comportaram como se me conhecessem há muitos anos. Foi uma sensação muito gostosa. Essas concentrações nos deixam de certo modo, esperançosos e com a convicção que o mundo é ainda maior do que imaginamos. Também que os nossos anseios e expectativas se transformam à medida que conhecemos pessoas do bem. Há muita gente procurando conforto na solidariedade. A família sempre foi a melhor amiga. Cultivar laços, incentivar amizades, faz a gente melhorar e ficar achando que sempre existe alguma coisa mais para se fazer.

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