PONTO DE VISTA 758 CRUELDADE ...
Até que ponto vai a maldade e o que o ódio é capaz de fazer.
Tudo bem. Foi condenado e não conseguiu se candidatar para uma eleição que era
pleno favorito. Independentemente de ser um preso político. Mesmo se
considerarmos que a sua prisão se deve ao fato de ser sido “demasiadamente
provado”, o que não foi o caso. Na verdade, um julgamento político para
eliminá-lo do páreo presidencial, mas, tudo bem, os nossos togados fizeram
parte do teatro, o condenaram a reclusão e consequente afastamento da vida pública.
Suponhamos que isso tudo fosse verdade, imaginem como seria difícil aceitar o
contrário. Quem poderia aceitar que os probos homens da justiça, de moral
ilibada e saber jurídico incontestável, poderiam fazer o papel de conspiradores
ou algo semelhante. Deixamos o fato de lado, não entremos no mérito pois a
solução só será exposta, daqui alguns anos, quando tudo vier à tona, as
circunstâncias serão reapresentadas, como é fácil de prever. A história
julgará, como sabemos. Mas o que quero discutir agora, é o sagrado direito de
velar o seu próximo. O ente querido. Uma estatística que tenho em mão. Em 2015,
cento e setenta e cinco mil presidiários tiveram o direito de visitar os seus
entes queridos no seu leite da morte. Ontem, com o falecimento do irmão mais
velho de Lula, várias tramitações foram feitas nesse sentido, gerando tantas
outras negativas, onde até motivos mentirosos foram empregados, para que a
determinação fosse relegada. Até a falta de helicópteros, que estavam prestando
socorro às vítimas de Brumazinha, foram invocados para justificarem a negativa.
Olha que é um direito constitucional, ainda mais tratando-se de um ex-presidente
da república, reeleito e que ainda deixou sucessor. Preso que nunca
desrespeitou ao status que o submeteram e ainda que goza de um imenso prestigio
internacional. A pergunta que fica sem resposta, onde estará o sentimento
cristão do povo brasileiro? Como fica o já combalido conceito internacional do
Brasil, perante o mundo, que já se manifesta?

