quinta-feira, 31 de janeiro de 2019


PONTO DE VISTA 758              CRUELDADE ...

Até que ponto vai a maldade e o que o ódio é capaz de fazer. Tudo bem. Foi condenado e não conseguiu se candidatar para uma eleição que era pleno favorito. Independentemente de ser um preso político. Mesmo se considerarmos que a sua prisão se deve ao fato de ser sido “demasiadamente provado”, o que não foi o caso. Na verdade, um julgamento político para eliminá-lo do páreo presidencial, mas, tudo bem, os nossos togados fizeram parte do teatro, o condenaram a reclusão e consequente afastamento da vida pública. Suponhamos que isso tudo fosse verdade, imaginem como seria difícil aceitar o contrário. Quem poderia aceitar que os probos homens da justiça, de moral ilibada e saber jurídico incontestável, poderiam fazer o papel de conspiradores ou algo semelhante. Deixamos o fato de lado, não entremos no mérito pois a solução só será exposta, daqui alguns anos, quando tudo vier à tona, as circunstâncias serão reapresentadas, como é fácil de prever. A história julgará, como sabemos. Mas o que quero discutir agora, é o sagrado direito de velar o seu próximo. O ente querido. Uma estatística que tenho em mão. Em 2015, cento e setenta e cinco mil presidiários tiveram o direito de visitar os seus entes queridos no seu leite da morte. Ontem, com o falecimento do irmão mais velho de Lula, várias tramitações foram feitas nesse sentido, gerando tantas outras negativas, onde até motivos mentirosos foram empregados, para que a determinação fosse relegada. Até a falta de helicópteros, que estavam prestando socorro às vítimas de Brumazinha, foram invocados para justificarem a negativa. Olha que é um direito constitucional, ainda mais tratando-se de um ex-presidente da república, reeleito e que ainda deixou sucessor. Preso que nunca desrespeitou ao status que o submeteram e ainda que goza de um imenso prestigio internacional. A pergunta que fica sem resposta, onde estará o sentimento cristão do povo brasileiro? Como fica o já combalido conceito internacional do Brasil, perante o mundo, que já se manifesta?

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