sábado, 9 de fevereiro de 2019


PONTO DE VISTA 767          ENQUANTO A VIDA DESFILA PELA PASSARELA....

Eu observo a trajetória de um passarinho. Garboso e, pelo visto, dono do seu nariz. Tem uma arvore, que plantei em meu terreno há muitos anos, que O Celso Parobé resolveu desprezá-la e o colocou no seu descarte por não encontrar um local adequado no seu pátio. Estava programado que iria para o mesmo destino de outras que aparentemente não fariam nenhuma falta. Era uma espécie exótica em nossa região. Uma araucária, que possivelmente tenha vinda do Paraná, seu habitat. Ela cresceu e se tornou vigorosa com o passar dos anos. Várias vezes submetido a juízo humano e decretado a sua eliminação, pelos prejuízos que causava na minha casa e até na da minha vizinha. Ela deixava o seu rastro de prejuízos quando a ação dos ventos depositava os seus galhos no telhado, obstruindo as canaletas e causando vários problemas em nossa habitação. O tempo foi passando e a luta contra a derrubada da árvore foi vencida por mim. Hoje estou orgulhoso da ação que desempenhei, graças a minha tenacidade e o enfrentamento com as forças opostas, venci, e a árvore sobreviveu. Aos meus olhos, uma bela e frondosa beleza que contribui para enfeitar a nossa cidade e servir de abrigo para os passarinhos da região, que se proliferam, fazendo os seus ninhos e gerando muitos filhotes. O espetáculo, que hoje me oferecem está sendo muito compensador. Constatei e acompanhei um deles, que por várias vezes, trouxe no bico uma pequena palha para formar a sua edificação. Acompanhei outros que executavam o mesmo trabalho, seguindo as regras da natureza, permitindo o direito de ir e vir construir abrigo para as suas famílias e dando a sua contribuição para a sociedade que observa o desenvolvimento dos fatos, para que nos sirva de exemplos, no momento de elaborarmos as nossas leis. Com isso também presto a minha homenagem ao Celso, meu saudoso e querido tio e amigo, que sempre foi meu incentivador e exemplo, nos caminhos da vida.... Aí a pergunta.... Quem é o proprietário real das coisas que existem na terra? Será que temos o direito de inibir qualquer tipo de ação benéfica da natureza? Até que ponto? Temos que levar em consideração, que não somos os donos do mundo.... Existem outros motivos que justificam a nossa razão de existirmos....

Nenhum comentário:

Postar um comentário