PONTO DE VISTA 767
ENQUANTO A VIDA DESFILA PELA PASSARELA....
Eu observo a trajetória de um passarinho. Garboso e, pelo
visto, dono do seu nariz. Tem uma arvore, que plantei em meu terreno há muitos
anos, que O Celso Parobé resolveu desprezá-la e o colocou no seu descarte por
não encontrar um local adequado no seu pátio. Estava programado que iria para o
mesmo destino de outras que aparentemente não fariam nenhuma falta. Era uma
espécie exótica em nossa região. Uma araucária, que possivelmente tenha vinda
do Paraná, seu habitat. Ela cresceu e se tornou vigorosa com o passar dos anos.
Várias vezes submetido a juízo humano e decretado a sua eliminação, pelos prejuízos
que causava na minha casa e até na da minha vizinha. Ela deixava o seu rastro
de prejuízos quando a ação dos ventos depositava os seus galhos no telhado,
obstruindo as canaletas e causando vários problemas em nossa habitação. O tempo
foi passando e a luta contra a derrubada da árvore foi vencida por mim. Hoje
estou orgulhoso da ação que desempenhei, graças a minha tenacidade e o
enfrentamento com as forças opostas, venci, e a árvore sobreviveu. Aos meus
olhos, uma bela e frondosa beleza que contribui para enfeitar a nossa cidade e
servir de abrigo para os passarinhos da região, que se proliferam, fazendo os
seus ninhos e gerando muitos filhotes. O espetáculo, que hoje me oferecem está
sendo muito compensador. Constatei e acompanhei um deles, que por várias vezes,
trouxe no bico uma pequena palha para formar a sua edificação. Acompanhei outros
que executavam o mesmo trabalho, seguindo as regras da natureza, permitindo o
direito de ir e vir construir abrigo para as suas famílias e dando a sua
contribuição para a sociedade que observa o desenvolvimento dos fatos, para que
nos sirva de exemplos, no momento de elaborarmos as nossas leis. Com isso
também presto a minha homenagem ao Celso, meu saudoso e querido tio e amigo,
que sempre foi meu incentivador e exemplo, nos caminhos da vida.... Aí a
pergunta.... Quem é o proprietário real das coisas que existem na terra? Será
que temos o direito de inibir qualquer tipo de ação benéfica da natureza? Até que
ponto? Temos que levar em consideração, que não somos os donos do mundo....
Existem outros motivos que justificam a nossa razão de existirmos....


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