PONTO DE VISTA 769
UM FATO INUSITADO ... EXTRA
Algo ocorrido em um determinado restaurante da praia do mar
grosso. Em um dia calorento, em vez de fazermos a refeição noturna em casa,
como é o costume, resolvemos compartilhar com a sociedade, como fazemos com
frequência, indo fazer algum lanche em tradicional restaurante, que eu costumava
até indicar para os amigos que vinham de fora e procuravam um bom restaurante.
Chegando, o proprietário nos recebeu com um sorriso nos lábios e nos disse que
o concorrente estava apresentando um bom lanche e perguntou se nós ainda não
provamos. Confesso que não entendi, no primeiro momento, achando até que ele
estava brincando comigo, no que ele dizia e resolvemos, ainda patéticos com a
surpresa, encarar, mesmo assim, fazer o nosso lanche no local escolhido e
previsto, mas, a ficha custou a cair, continuando não entendendo bem o que ele
queria dizer, enquanto aguardávamos, comentamos o fato estranho, que nunca na
vida havíamos nos deparado. Mesmo assim, o bom humor não caiu, como sempre,
estava presente nessa ocasião, até mesmo quando fizemos o nosso pedido ao aparentemente
simpático e gentil dono do comércio. Mas, até então não tinha entendido nada, talvez
por falta de comunicação com a minha parceira, até o momento de servir o”
maldito pastel. ” Veio salgado demais e fora da normalidade, como se alguém
tivesse, propositadamente colocado uma pasta adicional de sal, nos dois pastéis.
Sem falar nas bebidas quentes, fora do comum. Algo para fazer qualquer cliente,
não voltar nunca mais. Mesmo sem
reclamar, resolvemos seguir adiante e nos submeter ao castigo que nos impuseram.
Poderia até pagar e deixar de ingerir o lanche, foi o meu arrependimento. Ainda
não sei porque aceitei a conduta paciente que tivemos, confesso que estou arrependido.
Mas, como tudo na vida, a gente age muitas vezes sem apresentar a reclamação
adequada, no momento certo. Resolvi aceitar, sem manifestar a minha
insatisfação, algo que não é do meu feitio, embora eu peça para meus leitores,
muita paciência, afinal a gente tem direito de errar de vez em quando, prometendo
que nunca mais voltaria ao local. Resolvi encarar a grosseria como fato contumaz
do proprietário, desconhecendo ou ao menos suspeitando de suas reais intenções,
resolvi me despedir, fazendo de conta que estava bem-humorado ou aparentando
satisfação, não dando o gosto da reclamação, que seria normal. Isso nos faz
lembrar que todas as pessoas que se dedicam alguma atividade ao lidarem com o
público, deveriam antes de mais nada, saberem que os clientes podem não gostar
do atendimento, por isso não retornam. Cito o fato, não por questão pessoal,
apenas porque fatos desagradáveis também acontecem em outros estabelecimentos,
que, nas horas magras, tratam bem os clientes do Norte, em outros momentos, preferem
os turistas por serem mais fáceis de serem ludibriados. É um erro grasso, pois
todos os clientes merecem ser bem tratados....


Nenhum comentário:
Postar um comentário