segunda-feira, 12 de agosto de 2019


PONTO DE VISTA 954     O COMERCIANTE

Talvez a profissão mais antiga do mundo. Difícil encontrar alguém que não tenha nas suas origens um comerciante. Todos nós de uma forma ou outra, provavelmente, fizemos parte dessa grande família. Uma vida difícil, sempre dependendo de outros, para sobrevivência, como tudo em sociedade. Cada qual quer vender o seu produto da melhor forma possível. Alguns se contentam com um lucro menor e por isso, muitas vezes, são melhor sucedidos. Outros exorbitam em suas vendas e também se dão bem, pois existe público ou compradores para todos os gostos. Existem também os desonestos, procurando um lucro fácil, fazem trocas de gatos por lebres, como se dizia antes. Vendem produtos falsos ou de má qualidade, como se fossem de primeira linha. Muitas vezes e por razões diversas, eles entram em falência por não se adaptarem ás políticas da região. Vez por outra, não sabem lidar ou serem agradáveis com os seus clientes e acabam colocando o seu comércio em má situação. Meu pai, Nelson Brum, também era comerciante, professor numa fase inicial, iniciou o seu comércio, ao mesmo tempo que lecionava lá pelas bandas do Gravatá e Capão do Meio, quando conheceu a minha mãe Wanda Ferrari. Depois retornou para Pelotas, onde possuía um comércio de atacados, no fim da linha do Fragata, na época, importava e exportava mercadorias. Eu, quando jovem queria ajuda-lo e ele sempre me recusava, dizendo que traçou o meu destino para não ser comerciante, no entendimento dele, devido a vida difícil e cansativa que exercia. Assim foi e a minha carreira se consolidou em outra área. Hoje, o comercio, no ramo de confecções é exercido pela minha esposa. Talvez, pela mesma razão, os filhos seguiram outras profissões. Na verdade, é uma belíssima profissão, no entanto sujeito a muitas dificuldades.... Nas crises, como vivenciamos hoje, é o primeiro indicador da situação. Hoje passamos pelas lojas, que de um modo geral, já reduziram os seus trabalhadores e uma quase total ausência de clientes. Alguns estabelecimentos, dão sinais de penúria, quando liquidam os seus estoques a qualquer preço, para esconderem a situação crítica que vivem para quitar os seus compromissos.... No entanto, tudo são manobras de sobrevivência, enquanto aguardam dias mais promissores...


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