quinta-feira, 15 de agosto de 2019


PONTO DE VISTA 957     E QUEM ACREDITOU NA OPERAÇÃO LAVAJATO?

Eu posso falar de cadeira, pois nos primeiros momentos eu dei meu apoio, pois achava que havia um espírito moralista na operação recém-criada. Foi assunto de PONTO DE VISTA. Quem não quer acabar com a corrupção instalada em sua pátria? Realmente os ataques vinham de todos os lados. Aliás, essa história vem de longa data, que quase se confunde com o descobrimento do Brasil. No início parecia que tudo ia dar certo até o momento que alguns espertalhões que, estavam se escondendo sob a manta da honestidade e da Justiça, viram que a honestidade deles poderia ser lucrativa. Bastaria um simples movimento de abandonar alguns conceitos éticos e fazerem ligações com certos políticos conhecidos. Afinal, o próprio ex-presidente da Assembleia Legislativa Federal, Eduardo Cunha, que foi usado para dar o golpe na Dilma, hoje cumpre pena em Bangu, RJ. Sua esposa, Claudia da Cruz, implicada nos mesmos crimes, encontra-se em liberdade. Suspeita-se que foi beneficiada, apesar dos gastos homéricos que fez no mundo internacional, junto com o marido, que roubou milhões de dólares. Presume-se que deu bons resultado financeiro para alguns justiceiros. Casos como esse e outros, fez com que paradigmas da honestidade cedessem. Impedindo que telefones celulares fossem investigados pela Polícia Federal. Quantas informações poderiam colaborar com a eliminação das falcatruas, o que se soube depois. Quantos bandidos de carteirinha foram esquecidos, à medida que entravam no esquema estabelecido. Quantas malas de dinheiro foram encontradas, sem destino e carregados por pessoas estranhas e sabidas. Sem investigação ou se fizeram foi apenas para satisfazerem parcelas da população mais aflita e alguns setores da imprensa, apertando o cinturão e impondo medo em pessoas que foram utilizadas posteriormente, apontando quem eles quisessem como bode expiatório. A propósito, o dia de ontem, mostrou uma reação de deputados que conseguiram aprovar medidas saneadoras, permitindo que magistrados e investigadores fiquem sujeitos a uma legislação que os condene à prisão, em casos semelhantes a esses, que hoje estão sendo denunciados. Vai depender agora da sanção do Presidente Jair Messias...

Nenhum comentário:

Postar um comentário