segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018


PONTO DE VISTA 405         TENTANDO EXPLICAR AO MEU AMIGO ROCA



Lucho é um conhecido psiquiatra e escritor boliviano, casado com uma pelotense também amiga, que convivem em Santa Cruz de La Sierra, uma bela cidade, que tive a honra de conhecer e que pretendo retornar ainda esse ano, quando nos encontraremos para comemorar os quarenta e oito anos de formatura. Gente finíssima. Ele, que costuma ler os meus pontos de vistas e fazer observações que, como todos, servem para manter aceso o fogo de minhas paixões pela minha Pátria e por isso tenho escrito de forma incessante, criticando o que considero errado, bem como elogiando os poucos acertos que tenho visto, na forma como os últimos governantes exerceram ou ainda executam as suas gestões. A questão que encontrei foi ele se surpreender quando se deparou com o fato de ter defendido o Lula. Para esclarecer melhor a sua dúvida e de algum leitor que também tenha tido essa impressão, pois todos são merecedores de conhecerem a minha verdade. No real, eu sempre tive a tendência de defender os mais fracos. Vejo no episódio orquestrado, o mesmo que tem ocorrido em nossa américa latina, para não sair do continente. Embora aqui o conceito de justiça, certamente por conviver e conhecer, chegou ao limiar do riso e da degeneração. Embora eu não me enquadre em qualquer grupo político, sou daqueles, usando da tua feliz expressão, valorizo o fato de preferir a racionalização e deixo de lado qualquer tipo ideológico que tente apoiar o ilícito. Realmente qualquer tipo de canalhice não merece respeito, enganar o povo numa democracia é digno de cadeia, no entanto diante de tantos absurdos que estamos constatando diariamente, temos a certeza que os crimes devem ser avaliados e reprimido dentro da lei, o que não tem acontecido nesse país, cujos julgadores sofrem influência de uma imprensa corrupta, de magistrados que empregam as suas influências para usufruírem vantagens, de políticos que aceitam propinas, de empresários que deterioram o patrimônio público. Vivemos num contexto de fantasias. Uma mídia que lança boatos e mentiras, diariamente, como por exemplo, perguntar ao Google quem é o maior ladrão do mundo? São atitudes infantis que nos leva a questionar tudo o que se vê e se escuta, é o clima de nosso Brasil. O que fazer então? Concordar com a deposição da Dilma, com o pensamento que o Temer seria melhor? Ficar omisso? Concordar com a justiça que inverte os fatos. Simplesmente fecharam os olhos para as provas, criando uma nova maneira de julgar ou avaliar os crimes? A propósito veja o depoimento recente do advogado de Lula, sobre o resultado final da condenação. José Roberto Batochio, vídeo, a defesa de lula. Toda essa história nos deixa confuso e nos tira um pouco de nossa linha de comodidade para emitir a nossa opinião e manifesta o nosso repúdio quanto a esse tipo de politicagem e rapinagem que estão fazendo com o meu Brasil…. Embora existam muitos amigos que não concordam comunicar....  Um abraço.

Em Tempo –    Não houve publicação sábado e domingo, por estar fora e sem possibilidades técnicas de editar.

                               Também pela extensão do artigo, fora dos parâmetros, mas necessário.

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