PONTO DE VISTA 442
IMAGIMEM SÓ .... Edição extra....
O saragaço que deveria estar na casa que deveria e foi o meu
primeiro lar, em Pelotas, no bairro Fragata, próximo do fim da linha…. Nascia
aquele que chamariam de Neuton, há 75 anos. Naquela época muita gente nascia em
casa. Assistida pela família e uma parteira que não me lembro mais do nome (a
primeira ingratidão da minha vida). O Celso Parobé estava presente no
acontecimento. No clima de euforia, no tempo, verificaram que a cria era macho.
Era muito valorizado em Pelotas. Ai, certamente, aumentou o meu prestígio e
alguém chegou a dizer, que lindo e por muitos anos permaneci bonito, até que o
tempo me relegou. HOJE velhinho, de cabelos brancos e com dores nas costas,
caminhando meio devagar e ainda na ativa, apesar da diabete, enfartes e outras
degenerescências, permaneço vivo e com muita disposição. Posso até dizer que
vim para o mundo e venci. Tenho amigos, conhecidos que me estimam, mulher e
filhos, trabalho e muita disposição. Minha gratidão especial, ao Nelson e a
Wanda, onde quer que eles estejam. Correspondi aos seus desejos e em troca me
deram grande parte do caráter que tenho hoje e que tento transmitir aos meus
filhos e as pessoas que convivem direta ou indiretamente comigo. Continuo
venerando meus pais. Ainda os vejo no dia a dia. Acredito que, embora não quero
que seja tão breve, pois gosto da minha vida e dos que me cercam, estarei com
eles dentro de pouco tempo. É a vida. Voltando ao Fragata. No fim da linha do
bonde. Vivi e cresci durante um certo tempo. Daí fui para a Rua Álvaro Chaves
105 e depois para Quinze de novembro 363, quando continuei com os meus estudos,
no São José, Gonzaga e finalmente a minha formação médica na Faculdade de
Medicina de Pelotas. Daí para Jacinto Machado, em Santa Catarina, quase dois
anos, casado, retornei para terra de minha mãe, São José do Norte, que
considero minha e onde pretendo repousar na minha eternidade. Depois de
estabelecido, fui diplomado na Universidade Federal de Rio Gran e exerci por
curto período a profissão de advogado, quando vi que a carga era muito pesado e
abandonei a ciência jurídica... fui pecuarista e agricultor, político e
empresarei outras atividades, com orgulho de tudo o que fiz, se pudesse,
viveria mais 75 anos, da mesma forma que vivi até hoje.... Em resumo, estou de
bem com a vida.... Pretendo continuar e escrever para o presente e a
posteridade...


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