PONTO DE VISTA 445
AMBULANCHAS II
Há bem pouco tempo, elogiei a Marinha do Brasil pela
presteza e dedicação que tinha com a nossa cidade em relação à disponibilidade
de suas lanchas para o atendimento das necessidades do Hospital e da população
em geral, pelo fato das lanchas da Prefeitura estarem impossibilitadas, dizem
que por problemas mecânicos. Algum fato novo surgiu. Aquelas pessoas
simpáticas, evidente que não é a corporação, mas os marinheiros, resolveram
dificultar os nossos atendimentos. Nos atendimentos noturnos, olham a gente, com
desconfiança, querendo até que detalhemos minúcias do atendimento. Se o caso é
grave, até que ponto, se não poderia esperar pela manhã, se o paciente não pode
ser atendido no hospital, enfim, todos perguntas impertinentes, pois não sabem
que existe uma ética que apenas permitem que os médicos falem apenas com outros
médicos sobre a gravidade do problema ou com os seus familiares. Por outro
lado, a Prefeitura diz que mandou consertar a lancha da municipalidade e nada
resolvido. A primeira lancha está fora de uso há 2 ou 3 anos, não sei o
problema. A segunda, menos tempo, dizem que a peça que falta foi solicitada e,
também dizem que a peça veio do Japão e que chegou errada. E agora, o que
fazer.... O que anda acontecendo? Falta
dinheiro? Sai muito caro? Afinal o gestor tem que encontrar uma solução? Talvez
uma campanha possa ser feita em vez de estrada
da praia já, seria melhor lancha já,
agora, para ontem...A população não pode ficar à mercê .... Os pacientes,
muitas vezes precisam se locomoverem com rapidez, imaginem que nem parto
podemos fazer mais no Hospital, e a urgência aonde fica? O nenê quando quer
sair da barriga da mãe, ele não espera, e se estiver mal localizado ou em
sofrimento fetal, sofre na barriga da mãezinha, ele pode morrer, pois a travessia
que era feita em 5 minutos, agora as vezes, demora mais de uma hora, parto que
pode até se dar na lagoa... e ainda, fazem “beicinho”, não querem trazer os
médicos e enfermeiras que levam os pacientes para Rio Grande... querendo que
eles fiquem de castigo, esperando a primeira lancha da manhã .... E agora.... O que fazer? Para quem vamos
apelar .... No real não estão fazendo favores para nós... somos também soldados
da saúde.... Logo, colegas nas necessidades...


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