segunda-feira, 26 de março de 2018

PONTO DE VISTA 455     PLANTÃO MÉDICO


Uma senhora de 111 anos foi o destaque da noite. Trazida por seus familiares encontrou atendimento no Hospital. As medidas emergenciais que o caso exigia foram aplicados, ficou em observação e obteve alta para continuar o tratamento em domicilio. Poderia até merecer hospitalização, mas a sua idade avançada, certamente, encontraria complicação numa baixa hospitalar e o melhor para ela, seria continuar o tratamento em casa. Os nossos velhinhos, bem como os demais, devem ser bem cuidados. O hospital cumpriu com a sua função. Mais tarde surge um menino de 17 anos, executado com três balas. Constituindo mais um caso de homicídio, talvez de causa e motivos, semelhante aos anteriores e que provavelmente os seus assassinos continuarão matando, pois nada se consegue fazer para contê-los. Como sempre, nesse pais desorganizado, em que os próprios gestores dão os exemplos de impunidade, as leis feitas por eles, se adaptam ao meio e tudo continua como sempre, apesar do clamor da sociedade e o “faz de conta que está tudo bem obrigado”. Para ficar completo, uma emergência de parto, com cesariana anterior e o concepto atravessado (transverso) foi enviado na última lancha para Rio Grande, pois aqui não pode se fazer parto e consequente cesariana, como se fazia anteriormente. Foi enviado às pressas para que pudesse usar a última lancha de carreira, pois as “ambulânchas” da prefeitura continuam estragadas e as da Marinha de difícil acesso, pois imagina-se, só viriam depois de muitas explicações para os marinheiros e assim mesmo com duas horas de atraso e quem sabe, causariam transtornos para que trouxessem os profissionais de volta, deixando os plantões incompletos para outras emergências. Isso torna a situação complexa, pois os médicos sempre serão responsabilizados pela negligência dos políticos de sempre, que cobram minúcias e se esquecem de cumprir com as suas obrigações, deixando para os facultativos a pouca honrosa missão de explicarem para os familiares o inexplicável.  Outros atendimentos correram dentro da normalidade

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