quarta-feira, 7 de novembro de 2018


PONTO DE VISTA 671     O CONFLITO FAMILIAR


Com frequência nós vemos, membros de uma mesma família divergirem aspectos da política e de ordem religiosa. Acho isso muito natural. Embora os familiares tenham traços comuns de comportamento, nem todos são iguais, pois possuem forma diferentes de assimilação dos problemas. Cada um age de acordo com a sua consciência, de conformidade com os seus princípios ou da forma de comportamento que a sua mente determina. Lógico que fatores de hereditariedade, ambiental e educacional são comuns entre eles, mas não determinantes. Tenho visto atitudes radicais de certos pais que chegam até mesmo a fazerem ameaças de rompimento ou de desertarem os filhos que não se alinham ao seu pensamento político. No meu entendimento, o processo educacional tem muito a ver com a libertação de preconceitos que aprisionam a mente humana. Quem tem consciência que educou o filho de forma correta não deve temer a rebeldia ou se discordar de suas condutas, o melhor que pode fazer é se colocar no lugar deles e ver os pontos comuns que os unem. Com certeza não serão muito diferentes do que ensinaram. O que precisa ser realmente corrigido é talvez a forma de encararem o problema. Ninguém pode querer que os filhos sejam iguais aos pais, devem ser melhores. Para que sejam melhores, precisam terem mentes libertas dos grilhões que o prendem desde os primórdios de suas existências. Os defeitos que nós, adultos, possuímos, devem ser substituídos por outros conceitos que nós “caretas “muitas vezes desconhecemos... Toda a substituição pode ser, em princípio, até melhor, principalmente quando vem de jovens que sempre conviveram com bons costumes e dentro de um ambiente ético condizente.

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