segunda-feira, 19 de novembro de 2018

PONTO DE VISTA 683 OS MÉDICOS CUBANOS… SEGUNDA PARTE. Ontem, escrevi sobre o assunto e um amigo colocou a sua dúvida. Respondi imediatamente, sobre a diferença entre os médicos cubanos e os brasileiros, quis o destino que a edição do texto parece que não se completou. Pensei melhor e resolvi responder a pergunta em outro artigo, pelo interesse suscitado. Começo dizendo que não sou especialista no assunto e muito menos conheço Cuba. Pouquíssimos cubanos estão incluídos entre as minhas amizades. No entanto eu procuro entender e acredito estar habilitado para responder, caso contrário não faria, faço até mesmo por conhecer os sentimentos profissionais de meus colegas. As faculdades formadoras são iguais, são reconhecidas internacionalmente, até mesmo porque seguem os mesmos padrões de ensino, geralmente seguem a Universidade de Harvard. Mesma duração e mesmas matérias são ensinadas no decorrer do curso. Logo formam médicos capacitados. A diferença reside no fato das nossas faculdades não estarem preparando profissionais para se dedicarem a uma medicina mais atenta para o atendimento social, ou seja, para se dedicarem aos mais carentes, aos que necessitam de um atendimento mais adequado para as suas condições de vida. Os médicos são funcionários do governo cubano e tem os seus honorários pagos por ele. Pagam a sua previdência naquele pais. O sistema de ensino é um pouco diferente do nosso. Enquanto os seus estudantes e seus familiares ganham toda assistência médica, por isto prestarão a mesma assistência depois de formados. Os ensinamentos que receberam nas suas escolas, são ministrados, unicamente de forma gratuita, pois a assistência médica para toda a população é igual, bem como os medicamentos e hospitalizações necessárias, são também fornecidos inteiramente gratuitos, sem pagamento de honorários aos médicos ou farmácias, o governo cubano assume toda as responsabilidades de ordem financeira e econômica. O estudante brasileiro, além de pagar caro para estudar medicina, a prova é que existem poucos estudantes pobres em condições de curso, os que estudam em faculdades públicas, também a população paga altíssimos impostos, todos são sacrificados pelas condições que lhes são oferecidas nas faculdades e hospitais de ensino, sendo que depois de formado, o novo profissional, que entra para o mercado de trabalho, precisa se recuperar do que foi gasto pela sua família que geralmente é quem faz o investimento, o governo não oferece nenhum atrativo financeiro satisfatório para compensar, exige muito, oferece condições precárias e baixos salários aos novatos. Daí eles saírem para a vida e se agruparem em grandes aglomerações humanas, deixando o interior do Brasil, completamente desfalcados de médicos. Na verdade, assim como outros países se dedicam a fabricação de automóveis, aviões, navios, armas e outros tipos de utensílios para negociarem com outros países, Cuba se dedica a formar médicos para colocarem a disposição do mundo que necessitar dos facultativos formados em suas universidades.... TUDO É UMA QUESTÃO CULTURAL, respeitemos os direitos deles e usamos ou não, o que disponibilizam.... Se eles fossem escravos, embora eles neguem, deram provas no seu atendimento, pois agradaram os brasileiros, o que diríamos das professoras e outros trabalhadores que ganham salários bem mais inferiores? Quanto estarem certo ou não, não sei, independe do que pensamos. Acho apenas que eles não merecem serem tratados como monstros ou incapacitados....


PONTO DE VISTA 683     OS MÉDICOS CUBANOS… SEGUNDA PARTE.


Ontem, escrevi sobre o assunto e um amigo colocou a sua dúvida. Respondi imediatamente, sobre a diferença entre os médicos cubanos e os brasileiros, quis o destino que a edição do texto parece que não se completou. Pensei melhor e resolvi responder a pergunta em outro artigo, pelo interesse suscitado. Começo dizendo que não sou especialista no assunto e muito menos conheço Cuba. Pouquíssimos cubanos estão incluídos entre as minhas amizades. No entanto eu procuro entender e acredito estar habilitado para responder, caso contrário não faria, faço até mesmo por conhecer os sentimentos profissionais de meus colegas. As faculdades formadoras são iguais, são reconhecidas internacionalmente, até mesmo porque seguem os mesmos padrões de ensino, geralmente seguem a Universidade de Harvard. Mesma duração e mesmas matérias são ensinadas no decorrer do curso. Logo formam médicos capacitados. A diferença reside no fato das nossas faculdades não estarem preparando profissionais para se dedicarem a uma medicina mais atenta para o atendimento social, ou seja, para se dedicarem aos mais carentes, aos que necessitam de um atendimento mais adequado para as suas condições de vida. Os médicos são funcionários do governo cubano e tem os seus honorários pagos por ele. Pagam a sua previdência naquele pais. O sistema de ensino é um pouco diferente do nosso. Enquanto os seus estudantes e seus familiares ganham toda assistência médica, por isto prestarão a mesma assistência depois de formados. Os ensinamentos que receberam nas suas escolas, são ministrados, unicamente de forma gratuita, pois a assistência médica para toda a população é igual, bem como os medicamentos e hospitalizações necessárias, são também fornecidos inteiramente gratuitos, sem pagamento de honorários aos médicos ou farmácias, o governo cubano assume toda as responsabilidades de ordem financeira e econômica. O estudante brasileiro, além de pagar caro para estudar medicina, a prova é que existem poucos estudantes pobres em condições de curso, os que estudam em faculdades públicas, também a população paga altíssimos impostos, todos são sacrificados pelas condições que lhes são oferecidas nas faculdades e hospitais de ensino, sendo  que depois de formado,  o novo profissional, que entra para o mercado de trabalho, precisa se recuperar do que foi gasto pela sua família que geralmente é quem faz o investimento, o governo não oferece nenhum atrativo financeiro satisfatório para compensar, exige muito, oferece condições precárias e baixos salários aos novatos. Daí eles saírem para a vida e se agruparem em grandes aglomerações humanas, deixando o interior do Brasil, completamente desfalcados de médicos. Na verdade, assim como outros países se dedicam a fabricação de automóveis, aviões, navios, armas e outros tipos de utensílios para negociarem com outros países, Cuba se dedica a formar médicos para colocarem a disposição do mundo que necessitar dos facultativos formados em suas universidades.... TUDO É UMA QUESTÃO CULTURAL, respeitemos os direitos deles e usamos ou não, o que disponibilizam.... Se eles fossem escravos, embora eles neguem, deram provas no seu atendimento, pois agradaram os brasileiros, o que diríamos das professoras e outros trabalhadores que ganham salários bem mais inferiores? Quanto estarem certo ou não, não sei, independe do que pensamos. Acho apenas que eles não merecem serem tratados como monstros ou incapacitados....

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