sexta-feira, 23 de novembro de 2018


PONTO DE VISTA 687     PROCURA SE UM CULPADO


Como sempre acontece, tem que existir um culpado, elementar meu caro. Dessa vez eu não vou nomear e vou deixar cada um fazer a sua devida consideração. A impressão que temos, faltam médicos para atendimento de vários postos de saúdes e centros de atendimento nas comunidades. Procura se com muita urgência em quem colocar a culpa, em vez de encontrar a solução. Para ser mais brando eu diria que foi a falta de planejamento. Não conseguiram se preparar para a ocasião, ou seja, a debandada de um grande contingente de uma só vez. Deixando os que precisavam ser atendidos completamente desorientados. Posso comparar até com a venda ou doação de nossas estratégicas econômicas de forma desairosa, como está se prevendo e já está acontecendo agora. No momento oportuno também sentiremos a sua falta e continuaremos colocando a culpa nos gestores do passado, como sempre acontece. Dessa maneira a corda, como sempre, arrebenta entre os mais pobres, entre as comunidades indígenas e os municípios mais carentes. Com urgência chamam outros profissionais. Prefeituras abrem em caráter de urgência novas contratações e esbarram com a falta de dinheiro. Oferecem valores aquém da demanda que os profissionais exigem e esperam correspondência. Vamos torcer para que tudo dê certo. Haja visto que a população é a única que não pode assumir a conta da dívida, e vai assumir. O fato mais triste está nas localizações mais longínquas, em que os mais pobres e os pobres ricos, não têm a quem recorrer. Os cubanos foram mesmo embora e não estavam ameaçando. O que fazer agora? As autoridades estão se mobilizando. Lastimável é que até acertarem o que vai acontecer, muitos danos e constrangimentos serão causados. Vidas serão ceifadas e discussões se prolongarão tentando localizar os responsáveis. Na verdade, quem pagará pelo estrago? Quanto vale uma vida? Quem será o juiz que irá julgar a perda? É preciso reclamar.... Para quem? Para o governo que diz continuar mandando ou para o que foi eleito? Com a palavra, nós, o povo? Os eleitores? Quem mais?

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