quarta-feira, 21 de novembro de 2018


PONTO DE VISTA 685      DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA


O treze de maio foi preterido pelo fato dos negros, principalmente, os pobres, permanecerem sob o jugo dos senhores prepotentes. Claro que não são todos, mas uma grande parcela ainda não aceita o negro integrado em nossa sociedade. Mesmo que o sistema de quotas tenha sido uma reparação pelo mal que os nossos antepassados causaram, ainda não foi digerida pela sociedade. Embora houvesse muitas mudanças, os tempos ainda continuam prejudiciais a uma raça que nos deixou orgulho pelo seu exemplo de trabalho, pelo seu legado de fidelidade e pela prosperidade que proporcionou ao nosso país. Ainda que nossos ancestrais não fossem tão cruéis como possa aparentar, mesmo assim não podemos negar que houve uma espécie de maldição que se arrastou até a nossa época, haja vista o racismo que ainda perdura, os pobres e presidiários que constituem os grandes conglomerados. A miséria e o seu aliado fiel, a fome, insistem em atacar os nossos irmãos afrodescendentes, quando representam a grande parcela da população brasileira, senão a maior, que habitam as regiões mais inóspitas dos nossos rincões. O negro vem lutando e crescendo, apesar das desigualdades, com a força de seu trabalho e a vontade de sua raça. Galgando espaços, há bem pouco tempo incompreendidos. Também foi festejado o centenário de Mandela, o grande líder que saiu do cativeiro para pacificar a África, bem como a morte de Zumbi dos Palmares, o grande e único líder do Quilombo dos Palmares, que ganhou confiança entre os seus liderados negros, pela sua habilidade de guerreiro, valentia e coragem, não admitindo a subjugação dos negros pelos brancos.  Lutou até o fim pela liberdade.

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