quarta-feira, 5 de abril de 2017

PONTO DE VISTA 056 IEMANJÁ OU SENHORA DOS NAVEGANTES...
Uma ocasião ímpar. Duas seitas se unem em datas diferente para homenagear suas divindades. Ambas movidas pelos mesmos sentimentos. A fé. Cada qual a sua maneira rende o seu culto. Todos os anos as cidades vizinhas Rio Grande e São José do Norte, com as suas praias, Cassino e Praia do Mar Grosso, dão o melhor de si para receberem forasteiros de várias regiões. Católicos e umbandistas se irmanam nas manifestações. Cada qual se esmera na apresentação, quer na beira mar, como nas procissões. Outras cidades do Brasil também festejam a padroeira dos pescadores, a rainha do mar, mãe de vários orixás, a Nossa Senhora dos Navegantes. Jovens, velhos e crianças saem para rua. Pipoca, algodão doce e bugigangas vendidas pelos camelôs, despertam atenção. Parquinhos se estabelecem e enchem de criançada. A cerveja corre solta, milho verde e melancia a vontade. Ônibus superlotados chegam na praia. Trazendo o povo de Deus. Todos vem para curtir. Esquecem até o zap zap. Bares lotados e pela praia as homenagens. Cada terreiro no seu espaço. Alguns observam com devoção e outros não. O que vale no momento é a alegria, moças bonitas e namoradeiras. Mais tarde, talvez, alguma briga. Coisa de gente desgostosa, para não falar de outras coisas. Sempre tem gente se aproveitando. Sempre tem Polícia no meio. Maçãs, ameixas e bananas, misturadas com velas, perfumes e muitas flores, para não falar em garrafa de aguardente e charutos para o preto velho, fazem parte das oferendas. Vão para agua e depois voltam, acabam nas margens de praia do outro dia. Amanhã tem procissão. Pescadores enfeitam os seus barcos. Saem do Norte e vão até o Rio Grande, cantando hinos religiosos, palavras de fé e esperança. Agradecem pelos frutos do mar. Pela sobrevivência e proteção da pesca. Pelas oportunidades de trabalho e pedem dias melhores. A história se repete todos os anos. Parece que a cada ano vem diminuindo, alguns discordam. No entanto o que interessa mais é a FÉ. Essa sim, aumenta a cada festa e ninguém deixa de comparecer, contribuindo para manutenção da tradiç

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