PONTO DE VISTA 074 OCTÁVIO, O CIVIL
Acabei de ler o livro que o cunhado e amigo Aluísio Corrêa me presenteou. Uma biografia do Octávio, do escritor Afonso Licks , que resgata uma faceta da história do Brasil. Episódio ocorrido no período republicano, vivenciado na pessoa de seu tio avô, Octavio Corrêa, Gaúcho de Quarai, jovem idealista, estancieiro rico e domador, assíduo frequentador da vida noturna do Rio, Paris e Buenos Aires, herói que foi morto ainda jovem, no dia 22 de agosto de 1922, em plena Avenida de Copacabana, próximo ao forte do mesmo nome. Octávio tornou-se amigo de militares que conspiraram contra o Governo do Presidente Marechal Floriano Peixoto. Adotando seus ideais. Enquanto os quartéis combinaram o dia e hora da rebelião, constataram em seguida o fracasso, quando as demais guarnições desistiram ou foram surpreendidos pela estratégia dos federalista, deixando os insurgentes sem apoio. O governo exigiu rendição incondicional, o que seria humilhante para os revoltosos, que preferiram lutar até a morte na tentativa de derrubar o governo instituído. O jovem Octávio foi para o Forte, com o fuzil em punho, a se engajou na conspiração, em solidariedade aos amigos militares. Foi o único civil que no momento mais crítico ou seja, quando se encaminhavam para morte, aderiu ao episódio que foi chamado depois, a revolta do Forte de Copacabana. Dezoito brasileiros, percorreram a pé as calçadas ondulantes de avenida, até se depararem com uma guarnição de fuzilaria, integrante de um exército de mais de 8000 soldados, que proporcionou uma matança nunca vista, no Brasil republicano, salvando se raríssimos. Episódio pouco divulgado, que recentemente foi comemorado pelo exército nacional, com a publicação do livro que festeja os 130 anos de seu nascimento, que merece ser lido.


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