quarta-feira, 5 de abril de 2017

PONTO DE VISTA 099 PLANTÃO MÉDICO
O plantão transcorria muito bem, movimentado como sempre. De repente, gritos e desespero, quebraram a tranquilidade da madrugada, surge o caso conflitante. Uma gritaria geral, enfermeiras, seguranças e recepcionistas para todos os lados. Veio a conhecida fulana, doida varrida e com antecedentes criminais, antiga hóspede do presidio e manicômios de Rio Grande. Useira e vezeira, cliente do nosso hospital, sempre internada na ala psiquiátrica, de onde sempre fugiu e também conhecida por não aceitar os medicamentos e criar confusões, entre pacientes e atendentes da área. Responsável direta por vários vidros quebrados e outros danos em nosso sofrido hospital. Chamado a polícia, como sempre, ela não permitiu que fosse medicada e seguiu no camburão para outros esclarecimentos. Foi o destaque da noite. Fruto de uma política, que ainda tenho dúvidas se está correta. A saúde, com sentido de humanizar, pelo menos é a justificativa, o atendimento para os pacientes portadores de doença mental, criou alas nos hospitais para o atendimento desses. Dessa forma juntam pacientes psiquiátricos, graves e moderados, com pacientes clínicos. Acredito que por um lado estão certos, quando tentam o entrosamento social e por outro, estão errados, quando colocam toda uma estrutura em risco. Hospitais despreparados, com segurança fraca e sem recursos mais eficientes de contenção. Penso que deveriam reestudar essas medidas da política de saúde, e criarem um ambiente mais eficiente e seguro para todos. No modelo atual todos nós estamos correndo risco com as constantes agressões e ameaças, que dificultam o nosso trabalho.

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