sexta-feira, 7 de abril de 2017

PONTO DE VISTA 115       PLANTÃO MÉDICO


O movimento foi grande. Tudo começou, bem no início do plantão, com a entrada de um ex-funcionário do hospital, que chega trazido pela SAMU em estado crítico, em coma, cianótico e parada cardíaca. Como sempre, foi um sufoco, médicos, enfermeiras, técnicas de enfermagem correm para a sala vermelha e o atendimento passa a ser sincronizado, sempre obedecendo o protocolo. Paciente em parada cardíaca.  Intubação, oxigênio, monitorização, medicamentos de emergência, massagem cardíaca e tudo que for necessário para reverter a situação. Estabilizado, paciente respirando em aparelhagem adequada, contato com a unidade de tratamento intensivo, em Rio Grande, conseguimos o leito e um dos médicos e enfermeiros, seguem na lancha ambulância, com destino UTI. Soubemos depois, durante o transporte, houve outra parada cardíaca dentro da lancha. Mesmo assim, o paciente saiu novamente da crise, em plena travessia. Cinco minutos durou a agonia. Paciente em Rio Grande, espera pela ambulância terrestre para conduzir até a Santa Casa, foi mais demorada, durou vinte minutos até chegar à lancha ambulância. Enquanto isso, o serviço continuava, o outro médico, recebeu um paciente de bala perdida que atingiu no pé, e outro que chegou em fase de óbito, com seis perfurações pelo corpo, produto de uma execução, frequente em nossa cidade. O acúmulo de paciente na sala de espera, logicamente aumentou e alguns se irritaram com o atraso. Quando o outro médico chegou, hospital estava organizado e esperando por novos acontecimento. Na verdade, quero comparar o hospital que hoje temos, sob a proteção e orientação da Fundação Getúlio Vargas, e o anterior, cheio de deficiências e que iria abrir falência se a situação anterior persistisse. ISSO NOS ENCHE DE ORGULHO e nos estimula a seguir em frente...


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