PONTO DE VISTA 015 VIDA NO HOSPITAL II
Depois de alguns atendimentos, no fim da madrugada fui chamado para atender um caso de caxumba. Havia consultado há uma semana. Continuava com dor. Não resistiu à tentação, associação da vontade de consultar e dor, procurou o Hospital e foi atendido. Felizmente não era grave e retornou para casa. Houve tempo que ele teria que curtir a dor e esperar mais tempo. Hoje fica mais fácil, Antes disso o meu relógio biológico, tinha me despertado um pouco mais cedo que o habitual. Estava pensando na vida. Principalmente nas coisas que deixei de fazer. Preciso colocar em dia tantas coisas. Afinal já sou um septuagenário. Embora me sinto suficientemente forte para a batalha do dia seguinte. Há tantas coisas para dizer que a gente encontra dificuldade para começar. A vida sempre sorriu para mim. Poucos momentos de desilusões. Sempre levantei depois da queda e nunca tive vontade de desistir. Isso é a motivação da felicidade que existe em mim. Sou muito criativo e no momento de sair do leito estava pensando em vários assuntos, depois da consulta escrevo outro que não tem pouco a ver com o que tinha projetado. Assim eu sou. Acredito que a pessoa é o que transmite, da mesma forma que come o que é...Embora não tenha mais nenhuma pretensão política ou aspire qualquer tipo de cargo eu tenho muita pressa de deixar para quem interessar um acervo de considerações que mostrarão quem realmente sou . Aceito que sou hiperativo e ainda vou morrer tentando transformar o mundo. Pensamento que tenho desde que era criança. O meu problema maior é a irresistível e incontrolada vontade de ingerir doces, embora os meus médicos de família e outros, exigem, até de maneira enjoativa, o consumo seja retrito. Eu também sou contra e não quero isso para meus doentes. Que eles não saibam dessa fraqueza, mas também sou produto desse meio desobediente.


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