sábado, 11 de junho de 2011
AS CINZAS DO PUYEHUE SE ESPALHAM SOBRE NÓS...
Seria uma manchete de difícil escrita. Falar do Hospital faz
parte de minha rotina. Vou ficar fazendo isso até sentir o perigo passar. Estou
mais tranqüilo. Cada dia que passa aumenta o número de pessoas que se
conscientizam da necessidade do Poder Público ajudar na manutenção do hospital.
Isso é permitido por lei. A gente ainda não conseguiu entender à força dos
poucos que tentaram destruir o Hospital. Alegam dificuldades para suprir as
suas finanças. Embora nunca explicassem às razões das carências de nossa
comunidade em relação à saúde e a sua falta de interesse na solução dos
problemas. Entendemos perfeitamente que uma obra material, por menor que seja,
é mais visível e oferece mais dividendos políticos do que aplicarem em saúde
pública. A política tem que ser entendida como meta para se atingir o bem estar
social. O povo escolhe os seus mandatários para que tracem as diretrizes que
irão nortear as suas vidas. Organizando uma sociedade que os proteja. Quando os
políticos deixam de cumprir com esses desígnios, deixam de se preocupar com
essas questões, alguma coisa está errada, esta na hora de trocar. Torna-se
necessário que outra idéia, mais eficaz evidentemente, venha à tona e as
incorreções sejam transformadas para o bem. A SOLUÇÃO PARA O HOSPITAL E MATERNIDADE SÃO FRANCISCO É
BEM SIMPLES. Sabemos que os administradores do passado, direta ou
indiretamente, faziam parte de esquemas político-partidários e levaram o
hospital à bancarrota. Ainda não faliu por causa da intervenção e por causa de
alguns abnegados defensores. Levaram a uma dívida de ordem trabalhista. Dívida
que a Prefeitura não quer pagar e que a Associação está negociando um
parcelamento. Essa dívida foi contraída por motivos reconhecidos. Resumindo,
faltava dinheiro para pagar a folha dos funcionários e o que deveria ser
destinado ao INSS era usado nesse objetivo. Assim, por vários anos, diversos
Governos Municipais permitiram e contribuíram com essa desorganização. O SUS
sempre foi o grande parceiro do hospital, no entanto os recursos fornecidos
sempre foram insuficientes para manter o Hospital. Na ânsia de atender uma
população que vem crescendo, o salário dos funcionários vinha sendo achatado,
Os médicos contratados para fazer plantões foram diminuindo e absorvidos por
outros hospitais que ofereciam melhores remunerações (daí a falta de médicos,
pediatras, obstetras, cirurgiões e outros). Consequentemente o atendimento
piorou. Gerando o descontentamento de uma população que muitas vezes
responsabiliza o hospital e funcionários e até os médicos que estão na linha de
frente. Pessoas que desconhecem que os principais responsáveis são àqueles que
não querem entender que saúde é responsabilidade do estado, do município e
também que ela é cara, que eles têm a obrigação de manter o hospital,
principalmente levando em conta que é o único hospital da cidade e que os
atendimentos periféricos ou que deveriam ser complementares , são insuficientes
e como se não bastasse, recaem no atendimento do São Francisco. PORTANDO... A
Associação e a Prefeitura devem conversar. Ver a necessidade do atendimento que
deve ser prestado à população e a forma contratual que deve ser elaborado para
que a prefeitura possa arcar com o custo deficitário... para o bem de todos e a
felicidade do povo Nortense.


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